Governo Belivaldo e Eliane pode ser pior do que foi a gestão de Jackson!

Habacuque, 17 de Otubro, 2019 - Atualizado em 17 de Otubro, 2019

A afirmação acima não é exagerada, mas é uma constatação! O sentimento de decepção do povo sergipano com a chapa Belivaldo Chagas (PSD) e Eliane Aquino (PT) vai muito além da cassação. Foram eleitos em 2018, há cerca de um ano, com uma votação acachapante, com mais de 700 mil votos, com uma diferença superior a 300 mil votos! Criou-se larga expectativa que, juntos, poderiam tirar Sergipe do “buraco” em que colocaram nos últimos anos. Mas estão muito aquém e, justiça seja feita, se com Jackson Barreto (MDB) as coisas não iam bem, agora há o risco da atual gestão conseguir o “feito” de ser ainda pior.

O ano de 2019 praticamente “já acabou” do ponto de vista administrativo e nada mudou! Ou melhor, algumas coisas pioraram no “novo governo”. Belivaldo e Eliane exoneraram comissionados, cortaram celulares e diárias, concentraram secretarias, diminuíram gastos com água e cafezinho, mas não apresentaram “grandes transformações”. Temos no Palácio um governador “centralizador” que acompanha minunciosamente tudo, que não confia para delegar e que desagrada quase todo o seu agrupamento político.

Com a “desculpa” da crise financeira, o governo não atendeu os aliados e não faz “gestos” com a oposição. A insatisfação é geral! Pior é junto à população! O funcionalismo público está revoltado, indignado. Belivaldo dizia na campanha eleitoral que “não podia fazer porque não tinha a caneta na mão”, mas agora, sentando na cadeira de governador, diz que “não tem R$ 400”! A vice-governadora Eliane Aquino, justiça seja feita, aposta na estratégia política que deu certo enquanto esteve na condição de vice-prefeita de Aracaju: “entra muda e sai calada”! Com todo respeito, seu “maior feito” até agora foi conhecer o “regime democrático” de Singapura...

E aqui não é a “crítica pela crítica”! Sergipe se acostumou com a presença marcante da primeira dama, da mulher com olhar voltado para o Social, de ajudar os mais pobres, de levar assistência e dignidade a quem mais precisa do serviço público. Mas Eliane não foi eficiente neste sentido durante os governos de Marcelo Déda (in memoriam), não foi durante sua “passagem” pela PMA e nem está sendo agora, enquanto vice-governadora e controladora da Assistência Social do Estado. Como perguntar não ofende, qual a política social que o governo tem promovido, atualmente?

O funcionalismo público continua recebendo seus salários em atraso; o 13º que era parcelado, agora é uma “incógnita”; reajuste salarial virou “lenda urbana”; o governo não tem dinheiro para contrapartidas em obras públicas; justiça seja feita, nossa bancada federal deixa muito a desejar, não tem força e prestígio político em Brasília; e agora o governo “trai” categorias de servidores anunciando que não vai enviar para o Legislativo projetos de reestruturação de carreiras. A sensação é que, no momento, a preocupação é apenas de “segurar a chapa” já cassada pela Justiça Eleitoral. Haja “Corega”!

Pela votação nas urnas em 2018 esperava-se de Belivaldo e Eliane um governo técnico, eficiente, “cirúrgico”, que ao cortar gastos e com uma gestão mais “enxuta” poderiam promover uma “revolução” administrativa. Mas estão muito aquém disso! Se o ex-governador era uma espécie de “referência negativa”, diante dos percentuais de rejeição de seu governo, agora não é exagero dizer que a chapa atual é ainda pior! Jackson ainda usava seu “estilo popular” para minimizar o desgaste, sobretudo entre os mais pobres. O “galeguinho” com seu estilo “ranzinza” e a vice “muda”, por visto, não vão a lugar algum. Infelizmente não temos boas perspectivas além do horizonte...

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