O conto do vigário: o Brasil na hora da verdade.

Carlos Braz, 24 de Agosto, 2018 - Atualizado em 24 de Agosto, 2018

 

 

O conto do vigário: o Brasil na hora da verdade

 

Por Carlos Braz

 

No artigo intitulado “ Conto do Vigário” publicado na revista Veja edição 2594 de 8 de agosto de 2018, o colunista J.R. Guzzo define com palavras simples, que podem ser entendidas por qualquer pessoa com um nível mediano de conhecimento, o que ocorre em nossa pátria amada:  “ Está sendo feita hoje no Brasil o que talvez seja a maior campanha pela ilegalidade já tentada nesse país [...].”

Tal texto refere-se à insistência de apresentar o presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em 2ª instancia a mais de 10 anos de cadeia por crimes previstos no Código Penal Brasileiro, como candidato a Presidência da República, em flagrante desrespeito à Lei da Ficha Limpa.

Dessa forma, aqueles que divulgam uma candidatura que não pode acontecer, de acordo com as leis vigentes no país, estão ludibriando os incautos, contando histórias para boi dormir e enfim, enganando a si próprios.

Estão inseridos nesse conluio histérico os mais diversos tipos de embusteiros: os aproveitadores, os políticos sem escrúpulos em busca de votos, os militantes profissionais que se assemelham a quadrilhas de baderneiros, os sindicatos pelegos em busca de benesses, e, supreendentemente aqueles ditos “intelectuais”, que na prática, deveriam ser depositários do saber.

Todos esses grupos fazem parte, conscientemente ou não, de um projeto político de esquerda, baseado na conquista da hegemonia e revolução nas mentalidades, em oposição a luta de classes e doutrinação à fórceps, proposta por Marx e Lenin, aplicada após a Revolução Russa de 1917.

Esse novo modus operandi da esquerda comunista, órfãos da União da Republicas Socialistas Soviéticas, (URSS),foi arquitetado pelo ativista italiano Antônio Gramsci durante os dez anos passados no cárcere da Itália fascista de Mussolini.

Assim surgiu uma nova proposta de ação política, baseada na conquista democrática do poder e posterior aniquilamento do Estado, substituído então pelo partido.  Com a chegada do PT ao poder em 2002 formou-se o cenário perfeito para a aplicação dessas propostas de poder. Sob o comando de Luís Inácio Lula da Silva a engrenagem comunista foi sutilmente acionada, e com cada um desempenhando fielmente o seu papel, todos atuando como instrumento do partido para influenciar as massas populares, dividir para governar e enfraquecer o Estado.

As ideias de Gramsci incluíam aparelhar as instituições, inclusive, e principalmente o judiciário, delegar à militância cargos chaves, usar os meios de comunicações e os formadores de opinião (jornalistas, artistas, intelectuais etc.),  para difundir uma nova cultura ideológica, e foram amplamente aplicadas no Brasil pós regime militar, a partir do meio acadêmico.

Glorificado como o maior líder político de todos os tempos, à Lula nada faltava. Tinha a seu dispor a bancada parlamentar, o suporte valioso dos “intelectuais orgânicos”, responsáveis pelo convencimento dos mais crédulos, a imprensa chapa branca e o apoio da maioria da população.

Os índices de aprovação do governo não deixavam nenhuma dúvida a esse respeito. A hegemonia projetada por Gramsci foi alcançada facilmente durante o primeiro mandato declaradamente esquerdista na história da república brasileira.

Quando as primeiras denúncias sobre esquemas escusos envolvendo pagamentos de propina surgiram, logo a tropa de elite estatal entrou em ação, contestando as informações divulgadas pela mídia. Alguns comentários chegavam as raias do cômico, se não fossem trágicos, como o proferido pelo Ministro da Cultura, Gilberto Gil sobre a condenação de Zé Dirceu pelo STF: “Os tribunais estão certos e estão errados, igual a todo mundo. Os tribunais acertam, os tribunais erram, eu acerto, eu erro. A justiça é certa, é errada. Sempre. Você que quer saber? Eu não quero saber. Tudo é certo e errado...”

As tenebrosas transações praticadas no âmbito governamental ocupavam quase que diariamente as manchetes dos noticiários. Os órgãos de comunicação eram tachados de inimigos do povo, imprensa à serviço das elites, derrotistas, preconceituosos, forças do atraso, e finalmente coxinhas. O MPF, a PF, a CIA declarados cúmplices de uma perseguição sem tréguas.

 As palavras de ordem, que saiam facilmente das bocas militantes, já não podiam encobrir a verdade. Lula, blindado pelo sistema, escapou ileso do petrolão, mas foi envolvido na operação Lava Jato.  Com o impeachment de Dilma Rousseff a casa caiu de vez. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o outrora todo poderoso cumpre pena na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Aprisionou consigo todos os partidos de esquerda, cumplices de suas manobras dignas de um mafioso.

À esquerda patética só resta divulgar o conto do vigário, plantar fake news e envergonhar a   pátria internacionalmente, envolvendo instituições como a ONU e o Vaticano em defesa de um criminoso condenado na forma da lei.

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