O Brasil na hora da verdade: que vença a democracia.

Carlos Braz, 05 de Otubro, 2018 - Atualizado em 05 de Otubro, 2018

O Brasil na hora da verdade: que vença a democracia.

Por Carlos Braz

 

Combalido por uma crise econômica que promete perdurar por mais anos, diagnóstico de todos os economistas com credibilidade deste país, teremos no próximo domingo a oportunidade de decidirmos o futuro que queremos para nossa pátria.

Durante o período de campanha eleitoral no rádio e televisão, que ontem encerrou-se com o debate promovido pela Rede Globo de Televisão, muitos foram aqueles que descaradamente prometeram milagres a curto prazo, em uma tentativa de colher votos entre os menos esclarecidos. Outros mostraram propostas concretas e coerentes com a realidade, situações rotineiras nos pleitos eleitorais tupiniquins.

O fato que chama a atenção nesta eleição é o surpreendente desempenho do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, vítima de uma tentativa de assassinato, até agora mal esclarecida, e considerado tempos atrás como um falastrão retrógrado e inconsequente.

Com um discurso politicamente incorreto desbancou os poderosos PSDB, de Alckmin, Aécio e FHC, e o MDB de Temer, Renan e Sarney, polarizando a disputa com o PT do condenado pela justiça e presidiário Inácio Lula da Silva.

Líder nas pesquisas realizadas até hoje,  percebe-se claramente nos números a influência da sociedade conservadora que desde o Brasil colônia estabeleceu-se fortemente, com seus valores culturais, morais e religiosos, impondo-se aos regimes comunistas e revolucionários.

Foi assim em 1964, quando apoiou a tomada de poder pelos militares, contra as reformas de base de João Goulart, acreditando em uma retomada democrática, que só veio tanto anos depois.

A história se repete, e a ameaça comunista agora é representada pelo Partido dos Trabalhadores, que durante 13 anos no poder arquitetou a derrocada da jovem democracia brasileira, e tem pela frente seu maior desafio: eleger seu candidato, reprovado pelo povo de São Paulo, e assim recolocar nos trilhos seu projeto político bolivariano, ou tornar-se mais um grupo nanico no cenário nacional.

Bolsonaro assume posições polêmicas no trato com as minorias, contudo, conquista o voto de  parcela significativa do eleitorado quando, sem papas na língua, diz que o que pensa e o que muitos querem ouvir.

E por enquanto vai levando. Que vença a democracia.

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