O X da questão: o fracasso do sistema educacional brasileiro

Por Carlos Braz

Carlos Braz, 31 de Dezembro, 2019 - Atualizado em 31 de Dezembro, 2019

O X DA QUESTÃO: O FRACASSO DO SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO 

Por Carlos Braz 

Um dos pilares que alavancam o progresso e o sucesso de uma nação como potência econômica social e tecnológica é a educação em toda sua amplitude. Os exemplos das transformações socioeconômicas ocorridas em países que investiram no potencial humano, o professor, e dedicaram generosos recursos  à área educacional são inúmeros. Enquanto isso, na contramão da História, o Brasil continua de olhos fechados para esse novo tempo, e ocupa posições vergonhosas entre as nações desenvolvidas.

De acordo com o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), índice internacional que mede o nível de conhecimento dos alunos matriculados no ensino fundamental e médio, o Brasil continua ocupando as piores posições no ranking durante anos seguidos, o que significa que nas últimas décadas a política pedagógica aqui aplicada foi um retumbante fracasso.

Segundo dados do PISA a escola e os estudos são motivos de stress para os estudantes brasileiros, mas uma boa relação com o professor pode mudar essa percepção. Esses são dois elementos apontados pelo terceiro volume dos dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015. Essa parte da pesquisa, apresentada recentemente, tinha como foco o bem-estar dos alunos e sua relação com a escola e a família.

Diante da realidade social brasileira, onde a miséria alimenta a violência e os valores morais se fragmentam a partir do núcleo familiar, a perspectiva de uma mudança no âmbito educacional em nosso país aproxima-se de uma utopia, ante a ineficiência do Ministério da Educação, rebocado por um poder executivo   mergulhado em universo de psicoses e decisões estapafúrdias.  

Enquanto no ensino fundamental muitos pais, movidos por diversas circunstâncias, repassam para a escola a responsabilidade de educar seus filhos, no ensino superior as universidades transformaram-se em um campo de disputas ideológicas intermináveis, de cobranças de direitos e esquecimento de deveres. 

Onde fica o professor nesse campo minado? 

O papel dos docentes é fundamental para combater o estresse dos alunos. O Pisa sugere que a ansiedade diminui se os alunos sentem que os professores estão dispostos a oferecer um atendimento individualizado para sanar suas dificuldades, assim como com avaliações que oferecem desafios gradativos e outros testes anteriores a prova que vale nota.

Mas como atender essas demandas se os professores são desvalorizados pelo poder público e privado que os oprime com baixos salários, que os obriga a uma carga horária de trabalho fatigante, que na maioria das vezes os ocupa durante todos os dias da semana, e ainda tem que lidar com ameaças de agressões covardes no recinto escolar e fora dele? 

 Ou seja, o stress dos estudantes identificado na pesquisa do PISA certamente também ocorre com os professores, o que prejudica seu desempenho na relação com os alunos e com a família. Evidentemente esse quadro desanimador não acontece por acaso. A educação não mudará enquanto os podres poderes que comandam nossa nação não forem derrubados e os oprimidos, obrigados a conviveram com um sistema escolar falido, reconhecerem que são oprimidos e abdicarem dessa condição, alienados por uma desesperança que imobiliza.

 

 

 

 

 

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