O Fórum Empresarial de Sergipe

Marcio Monteiro, 29 de Abril, 2019 - Atualizado em 29 de Abril, 2019

 

O Fórum Empresarial de Sergipe não foi a primeira entidade do gênero no Brasil, mas foi a única que manteve-se ativa e funcionando regularmente ao longo de quase duas décadas. Trata-se de uma associação original e única, pois surgiu no fim dos anos 90 pela necessidade dos diversos segmentos do setor produtivo não terem um organismo que pudesse representá-los nas demandas de interesse comum junto aos poderes constituídos, encaminhando sugestões que contribuíssem com a melhoria do ambiente de negócios das empresas e promovessem o desenvolvimento econômico de Sergipe.

Nos primeiros anos o Fórum destacou-se por promover seminários reunindo especialistas abordando temas de interesse da economia de Sergipe e   imprimir uma nova dinâmica de trabalho através da alternância de coordenação a cada ano.

Às vésperas de comemorar 20 anos de existência, cada coordenador do Fórum imprimiu sua marca e contribuiu para a consolidação da entidade, mesmo tendo que evoluir nas atividades sem ter um organismo similar no país que pudesse servir de referência ou inspiração para promover mudanças e melhorar a sua forma de atuação.

O quadro de associados foi sendo ampliado, mas com o passar dos anos estabilizou-se em torno de vinte e poucas entidades, assim permanecendo durante 14 anos, contando sempre com o apoio de ex-presidentes da ACESE que se sucederam ao longo desses anos, apoiando nas atividades de secretariado e de suporte logístico nos eventos.

A partir de 2015, o Fórum passou a ter sua secretaria própria e contratado serviço de consultoria.  Através de doações/aquisição de computadores e da aprovação de nova tabela de valores das mensalidades dos associados, foi possível ter uma secretaria e assessoria de jornalismo, além da captação de 10 novas entidades associadas e resolvida as inadimplências.

Nos anos seguintes, a coordenação do Fórum manteve uma agenda dinâmica de reuniões ordinárias e de trabalho, sem necessidade de lançar mão de outros tipos de receita além da contribuição dos associados.

Uma ação do Fórum destacada no nível nacional foi a mobilização das lideranças empresariais para “comemoração de um ano do buraco da BR”, fato que resultou na solução definitiva do problema logístico, em breve espaço de tempo. Depois dessa mobilização, outros movimentos se sucederam com as lideranças das entidades associadas no sentido de marcarem posição em relação a medidas contrárias aos interesses da classe empresarial.

Na reunião de confraternização e encerramento das atividades de 2018, ouvimos críticas veladas sobre à forma de atuação da entidade, algumas  delas muito em função do seu protagonismo. Críticas são bem vindas quando acompanhadas de propostas ou sugestões que apontem melhorias ou soluções efetivas. E sejamos justos, 2017/2018 não foram anos fáceis para todos que vivenciaram a crise das crises, e foi nesse contexto que o Fórum mostrou a sua importância como entidade agregadora, presente sempre em que sua atuação se fez necessária.

Inovou na criação de grupos de trabalho junto à Sefaz-SE e à Prefeitura Municipal de Aracaju, mantendo uma extensa agenda de reuniões com  resultados práticos, tanto em questões técnicas envolvendo procedimentos das empresas em relação ao poder público, quando na aprovação de leis, a exemplo das que regulamentaram a Regularização Imobiliária e a Publicidade ao Ar Livre em Aracaju.

O Fórum vem ao longo dos anos revelando muitas lideranças no meio empresarial, servindo de espaço para a articulação e definição de estratégia de enfrentamento de greves, crises e atuação ante o poder público, além de promover a quebra de paradigma ao eleger a primeira mulher a gerir uma entidade de representação da classe empresarial no Estado, fato inédito em Sergipe.

Assim como todos na natureza, as empresas, os empresários e as entidades têm que se adaptar às mudanças, e com o Fórum não é diferente. O Fórum passou em 2014 por uma atualização do Estatuto em função de adequação ao novo Código Civil e seus objetivos não mudaram e continuam bastante claros e atuais.

No entanto, em decorrência da crise econômica, o Fórum também se ajustou, mantendo uma estrutura mínima de pessoal para fazer frente às dificuldades financeiras enfrentadas pelos seus próprios associados. As novas  coordenações terão o desafio de usar da criatividade para captar de recursos através de outras fontes e modalidades previstas no regimento, visando dar sustentabilidade financeira ao Fórum e permitir que sejam promovidos mais eventos de interesse dos associados.

A reunião almoço, apesar de muitas vezes contestada, tem sido a forma de manter um mínimo de relação necessária entre a Coordenação e os presidentes, prática mantida pela maioria das próprias entidades associadas, pois garante uma agenda mínima de eventos presenciais, sem os quais a entidade deixa de ter a necessária interação com os presidentes e deixa de   discutir as demandas dos associados.

Mudar é sempre salutar desde que as mudanças fortaleçam o organismo, busquem sustentabilidade com preservação de autonomia, comprometam os membros integrantes, planejem ações/metas, e essencialmente, contem com o apoio de todos.

O Fórum Empresarial, assim como qualquer outro organismo, necessita de energia para continuar vivo, produzindo resultados e sendo uma associação atuante, útil, forte e dinâmica, na defesa dos interesses comuns da classe empresarial e comprometida com o desenvolvimento socioeconômico de Sergipe.

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