O sofrimento de Seu Caçulo.

Por: Antônio Samarone

Antonio Samarone, 06 de Setembro, 2019

Postei um relato sobre a maneira como o Seu Caçulo está cuidando da esposa, em estado avançado de Alzheimer. Tenho recebido várias mensagens de gente amiga, que está passando pela mesma provação. Suprimindo a identidade, uma experiência eu vou repassar...

Referindo-se a uma passagem do meu texto anterior (Os Mistérios da Ciência) – Imagine, a pessoa esquece de tudo, até mesmo de quem seja? Assustador! Seu Caçulo acha que não. Ele acredita que o sofrimento é para quem toma conta. A pessoa com demência apenas não consegue se comunicar, dizer o que pensa. A alma, o espírito dela sabe de tudo o que está se passando, disse ele com muita certeza.

A minha amiga, que está cuidando da mãe com Alzheimer, me contou a sua experiência:

“Li seu artigo sobre o Seu Caçulo e fiquei cá no meu amigo sofá, matutando.... Pensei... Também sou espírita, criada na doutrina e faz-me crer que a providência Divina revela a cada um no tempo certo segundo o seu amadurecimento.”

"Que ouçam os que têm ouvidos para ouvir e vejam os que têm olhos para ver".

“Sim, é muito triste para quem cuida e eu gostaria muito de ter o privilégio de ter dois dedinhos de prosa com seu Caçulo. Estou encantada com ele. Uma abnegação, paciência e coragem dignas de exemplo. Meu pai sofria muito, hoje está mais conformado. Nós os cercamos de mimos e muitos beijos. Sempre por lá, não abrimos mão dos almoços de domingo feitos por ele, com assessoria da secretária.”

“Mas o que quero dizer: a minha mãe, por algum crédito lá com a equipe dos abnegados espíritos de luz, conseguiu se comunicar conosco. Temos mensagens psicografadas, ditadas por ela, assinadas com sua letra, onde ela nos conta que já superou todo o sofrimento. Está tranquila e quer as nossas vozes à sua volta.”

“Confirmando o que seu Caçulo lhe disse, o corpo físico está deteriorando, mas o espírito permanece lúcido e durante os desdobramentos que se dão quando o corpo físico adormece, ela se desloca até um médium em Salvador, ditando as respostas aos nossos questionamentos. Temos nos consolado com isso e esperamos a hora da sua partida, dentro dos desígnios do criador.”

“Por hora, ela segue bem assistida por uma boa equipe de técnicos de enfermagem, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, médico, dentista enfim.... todos os cuidados que a ciência terrena pode oferecer. E a fé nos conforta. Ela nos ama e cuida de cada um. De vez em quando sonho com ela bem, dando as ordens na casa, dizendo como quer as coisas. Vou lá e faço, pois sei que é o seu desejo.”

Eu, meio descrente, perguntei: como você sabe que quem escreve é mesmo a sua mãe?

“Sim, é ela. Já fizemos algumas modificações na casa, mudamos o piano de lugar, dentre outras coisas e ela perguntou por quê. Mas gostou. Quando um de nós deixa de ir para uma viagem, por qualquer motivo, ela pergunta. É a letra dela! Meu filho não acreditava. Ficou sozinho com ela no quarto e fez perguntas no seu ouvido, ela mandou a resposta para ele.”

A minha descrença diminuiu com tantas evidências.

Antônio Samarone.

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