Para onde marcha Edvaldo Nogueira? (por Antônio Samarone)

Antonio Samarone, 06 de Fevereiro, 2020

A coluna de hoje da jornalista Rita Oliveira, informa que Edvaldo não tem compromisso em indicar um vice do bloco de direita que governa com ele o município de Aracaju. O que mudou? Era tido como certo que o vice sairia do colete dos Mitidieres.

“A política é uma encenação, o que parece não é e o que é não parece.” (manuscrito de Zeca Cego).

No primeiro turno das eleições presidenciais em Aracaju, Jair Bolsonaro teve 39% dos votos, contra 28% de Haddad e 12% de Ciro Gomes. Ficou claro que a direita tem uma base forte e que Aracaju é uma cidade dividida ideologicamente. Pau a pau!

Com a permanente ameaça de rompimento do PT, Edvaldo Nogueira se aproximou pragmaticamente da velha direita e compôs um governo conservador, um centrão, de olho nesse eleitorado de Bolsonaro em Aracaju.

A surpresa foi o aparecimento de uma candidata orgânica desse eleitorado, um nome novo, que terá a preferência desse bloco.

Edvaldo percebeu que pegou o bonde errado. Ainda tem jeito ou a Inês já é morta?

Às pressas, Edvaldo enviou um emissário para convencer Henri Clay a aceitar à vice, para salvar as aparências. Edvaldo voltou a jurar amores pela esquerda. Esse namoro com a direita não era para valer.

Quais são as dificuldades para Edvaldo reconstruir um candidatura pela esquerda?

Edvaldo saiu do PC do B e foi para o PDT, liderado por Fábio Henrique, que em Sergipe não é um partido de esquerda. Henri Clay já está discutindo com o PSOL a criação de uma nova esquerda, e o PT já tem Marcio Macedo como candidato. Sobrou quem? O PSB dos Valadares nunca pensou em aliar-se com Edvaldo.

Não está fácil para Edvaldo reconstruir uma candidatura pela esquerda!

Contudo, em política tudo é possível, até boi voar...
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Antônio Samarone.

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