Museu do Capunga: Do Imaginário à Realidade

Ellen Carvalho, 22 de Novembro, 2018 - Atualizado em 22 de Novembro, 2018

 

Há alguns anos seu José Vicente recebeu de herança do seu avô seu Domingos Castiliano um baú carregado de inspirações. Não era nada de valor comercial. No baú do avô Domingos havia uma porção de moedas antigas. Quando viu aquilo, guardado com tanto carinho, de repente teve uma ideia que o perseguiria por toda vida. Vicente do Capunga como ficou conhecido, não queria manter o tesouro pra si, e decidiu abrir um Museu. Ainda menino,  aprendeu a ser um tanto sonhador. Fazia das mangas, gado leiteiro, das latas e de  pernas de pau um verdadeiro evento proveniente da sua imaginação, ele era dominador de árvores e domador de insetos.

Mesa pendurada no teto, Casinha da Roça, a autora da Coluna e seu José Vicente e dona Terezinha Nunes revivendo os dias que viveu quando sua família morava em Moita Bonita - Povoado Capunga.

Fotos: A autora.

 

O primeiro Museu do Capunga, que logo virou atrativo ilustre da comunidade e fora dela, porém muito sonhador ele imaginou um grande teatro. Com centenas de pessoas, revivendo as cenas do passado como ele guardava em sua mente. Assim, começou a planejar, no dia marcado,  botou na estrada os atores amadores do Capunga e entrava em cena, a saga do Agreste. Hoje o evento faz parte da cultura popular do pequeno povoado Capunga, município de Moita Bonita, agreste de Sergipe.

Na realidade, no Museu do Capunga, Vicente consegue ilustrar a vida e rotina do sertanejo nordestino-sergipano desde a década de 50 com objetos e fotos, muitos visitantes se emocionam ao relembrar a infância ou até a vida no campo. Quer conhecer o Museu do Capunga e se emocionar com essa experiência? É só entrar em contato (79) 99969- 0165 falar com seu José Vicente.

 

Todas as salas tem temas como: Cozinha da roça com fogão a lenha, sala na simplicidade da Casa da Roça, o vaqueiro usando o gibão de couro, O boteco e mostra de ferramentas de trabalho do sertanejo.

Fotos: A autora.

 

 

 

Por Ellen Monique Carvalho Fonseca

e

Itala Margareth Ranyol Aben-Athar como Co autora.

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