CRIANÇA FELIZ

ESTRUTURA PARA AS FAMÍLIAS

Jerônimo Nunes Peixoto, 08 de Otubro, 2019 - Atualizado em 08 de Otubro, 2019

 

CRIANÇA FELIZ

            Aproxima-se o dia das crianças, quando os olhares de toda a gente se voltam para o mundo encantado de sonhos e de ingênua alegria, mas carregada de um sentimento especial: a singeleza do ser humano.

            Apesar da diminuição acentuada de nascimentos, ainda é um desafio social o cuidado com as crianças, no intuito de torná-las, num futuro próximo, cidadãs e cidadãos de bem, dignos de um lugar ao sol.

            Em tempos em que a adoção do Estado mínimo é cada vez mais aplaudida – ainda que por quem nada entende sobre o que seja o Estado mínimo – em as “despesas” deve dar lugar ao desenvolvimento da economia, ao investimento estrangeiro, ao progresso econômico, cuidar da educação integral da criança é mais do que investir em boas escolas públicas, o que já seria de bom tamanho.

            Todos nós trazemos o sonho interior de ver a “criança feliz, feliz a cantar e alegre embalar seu sonho infantil...” Nem imaginamos o quanto é necessário investir para que a criança feliz se torne o ser humano feliz, no amanhã: Emprego, renda familiar, moradia, saúde pública de qualidade, lazer, cultura, diversão e arte são necessários à concretização do sonho pueril.

            Pena é que os direitos assegurados aos brasileiros menos abastados estão se esvaindo, em nome de um “aperto de todos” que não chega às grandes fortunas do Brasil. Apenas as camadas populares são vítimas de cortes apelidados de “contingenciamento” de verbas para todos os campos que interessam aos pobres: moradia, educação, segurança, ciência e tecnologia, pesquisas, emprego, aposentadoria....

            Mesmo que o emprego, o crescimento da economia, o investimento estrangeiro e o desenvolvimento econômico estivessem a todo vapor, tais cortes não se justificariam. É que jantares e “reuniões de confabulações políticas”, em Brasília, custam bem mais do que cuidar da escola do bairro, do que investir na capacitação das famílias, a fim de terem melhores condições de tornarem as crianças felizes. Ninguém contingencia esses gastos fabulosos, só para citar alguns! A reforma da Previdência, tão essencial à economia, não atingiu os grandes do País! Só os pobres devem suportá-la! E isso não é coisa só do atual governo... não! Vem de longe, desde que o mundo é mundo e que a Terra de Santa Cruz ganhou esse nome. Os pobres.... Pobres coitados!

            Ainda assim, desejamos ardentemente ver nossas crianças felizes. Por vezes, fazemos campanha de brinquedos, de doces e pipocas...  Isso é bom! Mas ainda faltam muito, para que nossas crianças sejam felizes e embalem seus sonhos... Além dos brinquedos, uma educação familiar de qualidade e de equilíbrio; uma escola formadora; uma mídia educativa, uma política séria e de pessoas do bem! Além dos doces tão apetitosos, arte, leitura, música, teatro, capacitação técnica, para que cada criança se encaminhe para a vida, para o enfrentamento da sociedade, com autonomia e com autoafirmação.

            Deixemos de lado as questiúnculas político-partidárias e invistamos na estruturação da família, para que as crianças tenham mais chances de ser felizes e de embalar seus sonhos infantis!

                                                                                   Jerônimo Peixoto

O que você está buscando?