DE QUEM É A MANCHA?

Jerônimo Nunes Peixoto, 25 de Otubro, 2019 - Atualizado em 25 de Otubro, 2019

DE QUEM É A MANCHA?

Uma mulher vai à maternidade, em trabalhos de parto, e os profissionais da área, ao invés de se dedicarem ao parto, abrem uma sindicância, viajam a outros hospitais, levantando suspeitas faraonicamente midiáticas, para simplesmente tentar descobrir quem é o pai da criança.

A mulher, séria e estudiosa, afirma quem o é, mas é ignorada, calada. É preciso criar um fato extremo, para justificar possível ataque a um estrangeiro que, deveria ser o responsável pelas dores da parturiente...

E a criança, que espera vir à luz, necessita de urgentes cuidados de especialistas. Estes se desincumbem de sua tarefa, conjecturando sobre quem seria o pai... a criança corre sérios riscos, mas o tempo passa, sem que se lhe deem atenção. Outras mulheres sensatas tentam, com a experiência maternal e a sensibilidade fraterno-humana, acudir a parturiente, dando-lhe água e afeto.

Há semanas, manchas de Petróleo/óleo(?) infestaram as praias do Nordeste (por que só praias do Nordeste?) e, ao invés de soluções urgentes/ emergentes, aptas a sanar o problema extremamente grave, fazem-se conjecturas para afirmar que foi a Venezuela ou o Greenpeace o causador do estrago...

E a Natureza, enquanto isso, ressente-se dos estragos aviltantes. Algumas coisas merecem reflexão: tonéis de uma distribuidora americana; só praias do Nordeste atingidas, destruindo o bem mais precioso para o turismo nesta Região; acusações ao País cujo governo é ideologicamente contrário à atual política implantada na Terra de Santa Cruz, e à Organização internacional defensora do Meio Ambiente.

A resposta é lenta e não eficaz, até o presente momento. O Nordeste inteiro merece mais atitude da Parte da União,  porque a questão ambiental, advinda do óleo espalhado no oceano, é muito grave e exige mais do que conjecturas. Exige ações premeditadas, com alta tecnologia, apta a solucionar a catastrófica poluição que, ao dizem os entendidos, é bem mais complexa do que aquilo que aparece.  O que vem às areias é a parte infinitamente menor do que o que desceu para as regiões mais profundas do mar.

 Precisamos salvar aquela parturiente, e que a criança nasça sadia e vibrante! Mas é necessário o trabalho técnico de quem tem a exata competência. Mais atitude e menos acusações! Uma praia limpa precisa nascer; o cuidado com o Meio Ambiente deve ser uma sentimento nacional, pois dele necessitamos para a sobrevivência. As manchas (não só as da praia) precisam ser debeladas e  banidas! Quem as causou deve ser punido. Mas é hora de agir, para amenizar os estragos, e com velocidade total!

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