ALLAN KARDEC

O movimento espirita celebra 150 anos

Redação, 06 de Julho, 2019 - Atualizado em 06 de Julho, 2019

O movimento espirita celebra em 2019, os 150 anos de falecimento do codificador da doutrina espírita. Em 1857, em Paris, na França, o Professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, discípulo do educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi, que revolucionou a educação, ao afirmar que os sentimentos [amor e afeto] despertam o processo de autonomia da criança, escreveu com o pseudônimo de Allan Kardec, o singular “Livro dos Espíritos", o primeiro de uma série da codificação.

Allan Kardec, pseudônimo de proteçãoacadêmica, das retaliações religiosas, e do mérito dos espíritos nas suas revelações. Um tempo sombrio para a ciência dos espíritos. Uma revolução nos dogmas religiosos e no positivismo científico.Kardec, expõe a terceira revelação e um novo olhar sobre a natureza, fundamentados na fé raciocinada,na ciência, na filosofia e na religião. Revisitada na atualidade pela “ciência da pós-materialidade”.

 A mudança de paradigmas, traz crises e anomalias. Nem sempre é automática e pacífica a substituição de um paradigma por outro. Não foi diferente, no caso das “mesas girantes”, movimentosem igual no ambiente da ciência positivista e da religião. No dogmatismo sombrio e cego da época, o exame desse fenômeno, marcou as relações do mundo espiritual com o material. Adivinhar o futuro ungido pelos mortos, merecia o pecado mortal.Ataques, perseguições, prisões, excomunhão, e queima de livros, não abalaram as convicções de Allan Kardec, na codificação da “boa-nova”. Ouviu, da sabedoria espiritual: ''é rude a tua missão, porquanto se trata de abalar e transformar o mundo. Tens que expor a tua pessoa''.

A doutrina espírita, diferente do fatalismo religioso, carrega na razão, os princípios de “causa e efeito, ação e reação, semeadora e colheita, amor e caridade, livre-arbítrio e destino, e a pluralidade dasexistências”. A vida, não se encerra com a morte do corpo, mas continua com a vida dos espíritos, na rota da evolução. Somos condenados à perfeição. O espiritismo, acolhe a morte como uma verdade e não uma ilusão. Rejeita o determinismo materialista, e o final da vida, com a falência do corpo físico.    

A partir dos ensinos da doutrina espírita, somos seres imortais. Allan Kardec, transformou o “sobrenatural em natural”. A matéria inerte, não produz inteligência. Os benfeitores da humanidade, acatam a espiritualidade nos destinos da vida. As inovações tecnológicas, não apaziguam as angústias e ansiedades. Elas não evitam os tombos da depressão, as síndromes neuróticas, nem os horrores do suicídio. A doutrina espírita, consola os sofredores e desesperados, acalenta as dores,propõe o bem de todos, mas não aliena. 

Não demorou muito tempo para o espiritismo desembarcar no Brasil - Terra da Santa Cruz. Por aqui, encontrou o ambiente adequado para a sua divulgação e ampliação mundo afora. Uma sociedade multirracial, tolerante, tropical, e acolhedora das diferenças religiosas. Um pais jovem, pujante, plural, e desigual. Um terreno apropriado para a esperança. O “coração do mundo e a pátria do evangelho”.

 Não estamos sós, e nem somos únicos. Mundose moradas se escondem no cosmo sideral, em formas próprias, com os guardiães do bem, na escalada evolutiva dos espíritos. No dizer de Martin Luther King, regenerados “aprendemos a viver como irmãos”. A doutrina espírita é discreta, humilde, efraterna. Está interessada em fazer o bem, amar o próximo, e praticar a caridade.

Manoel Moacir Costa Macêdo

Engenheiro Agrônomo, Advogado, PhD pela University of Sussex, Brighton, Inglaterra 

 

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