Caso do bebê morto: delegado narra controvérsias em depoimentos e diz que caso não está concluído

Acusado foi encontrado morto esta manhã em Itabaiana.

Aparecido Santana, 12 de Julho, 2019 - Atualizado em 12 de Julho, 2019

Uma morte cercada por mistério e muita comoção. Naquela terça-feira, dia 09 de julho, repercutiu em todo estado a morte do pequeno Samuel Santos Góis, de apenas 04 meses, no município de Areia Branca. Mas afinal, como aconteceu a morte do pequeno Samuel?

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O desenrolar da história começa no feriado de emancipação de Sergipe e envolve Douglas Raeli Santos Góes, Ana Ilza dos Santos, uma criança de oito anos e a vítima, o bebê de apenas 04 meses. A criança era fruto de um relacionamento extraconjugal, entre Douglas e Ana Ilza, e o garoto de 08 anos era filho dela.

Naquela noite de segunda e madrugada de terça, os quatro estavam na casa. Ela disse à polícia que dormiu após ter ingerido grande quantidade de bebida alcoólica e, quando acordou, na manhã seguinte, encontrou o filho morto em sua cama.

— Ela conta que no primeiro momento viu o bebê sem roupa, gelado e roxo, foi quando ligou para o Douglas reclamando que ele deixou o ventilador na direção do bebê. No segundo momento, ela percebeu que o bebê não acordava e estava sem respirar, desesperada ela conta que ligou para o pai da criança acusando ele de ter matado o filho”, relata o delegado.

A segunda versão é a do menino, de apenas 08 anos. O garoto informou aos policiais que Douglas havia arremessando o bebê contra a parede e que isso ocorreu após momento de irritação dele com o choro do bebê.

— A criança conta que após a agressão, Douglas levou o bebê para seu quarto e foi embora, mas como ele chorava muito, o irmão levou o bebê para o quarto da mãe. Minutos depois o bebê parou de chorar, no entendimento do irmão, ele tinha se acalmado. Acreditamos que nesse momento o bebê faleceu. A criança disse ainda que tentou acordar a mãe, mas ela não acordava”, acrescentou o delegado.

A terceira versão é a de Douglas Raeli:

— Ao ser preso, ele admitiu uma agressão involuntária, mas diz que não matou a criança, que estava sendo preso injustamente, que isso era uma armação da mãe, e dizia que queria se matar. Pelo que notamos ele não sabia que a criança tinha morrido. Pelas imagens das câmeras de monitoramento ele chegou em casa (em Itabaiana) tranquilamente, saiu para trabalhar no dia seguinte normalmente e depois que recebeu a ligação da mãe da criança, e após ser acusado por ela, fugiu, e em nenhum momento tentou se entregar, pelo contrário, fugiu”, conta o delegado Hilton Duarte.

A causa da morte do bebê foi hemorragia por traumatismo crânio encefálico. O delegado disse, na coletiva, que vai aprofundar as investigações para concluir esse caso:

— Há controvérsias sobre como o bebê morreu, se ele estava com ou sem roupa, o horário que o pai deixou a casa, ou seja, questões que vamos esclarecer com a continuidade das investigações.

Com a morte de Douglas, esta manhã, dificulta as investigações da polícia. Ele era morador do bairro Queimadas, no município de Itabaiana (SE).

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