Snapchat luta para não ser esmagado pelo Instagram

A companhia divulga balanço após modernizar o negócio em meio a gigantes que copiaram seus recursos, como os stories

Redação, 23 de Julho, 2019

Lançado em 2011, o Snapchat logo popularizou seu modelo de troca de mensagens através de fotos e vídeos curtos e deu início à febre das conversas pelos snaps, que somem após serem visualizados. Junto, vieram os stories, que ficam no ar por apenas 24 horas. Cercada de concorrentes muito maiores, entretanto, a rede social viu seus principais recursos serem replicados em outros aplicativos. 

Em 2013, o Facebook chegou a fazer uma oferta de 3 bilhões de dólares pelo Snapchat. A rede social não aceitou a proposta e, três anos mais tarde, em 2016, o Instagram incorporou os stories. Hoje, não só o Instagram, mas também o próprio Facebook, o Messenger e o WhatsApp contam com a função inventada pela rival.

A companhia finalizou o primeiro trimestre de 2019 com um prejuízo líquido de 310 milhões de dólares ante uma baixa de 350 milhões dólares de um ano antes. O faturamento cresceu, de 286 milhões para 320 milhões de dólares. O número de usuários ativos também aumentou em 5%, indo a 190 milhões. 

Em abril, a Snap anunciou sua entrada no mercado de games. A mudança era esperada desde 2017, quando a gigante chinesa Tencent, uma das maiores desenvolvedoras de jogos do mundo, comprou 12% da rede social. 

A companhia também aposta em uma nova versão do seu aplicativo para smartphones Android. Ele é 25% menor do que o atual e é 20% mais veloz na sua execução. 

As ações da Snap ainda estão 30% mais baixas do que na abertura de capital, em março de 2017. Mas dá para ver o copo meio cheio. As ações triplicaram de valor desde dezembro, fazendo a companhia valer hoje 19 bilhões de dólares, seis vezes mais que o cheque recusado do Facebook.

Por: Exame

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