Bolsonaro: “Se presidente da OAB quiser, conto como seu pai sumiu na ditadura”

O presidente criticou a postura da Ordem dos Advogados do Brasil referente à investigação do caso de Adélio Bispo

Redação, 29 de Julho, 2019

Ao condenar a postura da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) referente à investigação do caso de Adélio Bispo, autor do atentado à faca durante a campanha eleitoral, Jair Bolsonaro (PSL) disse que poderia explicar ao presidente do órgão, Felipe Santa Cruz, as circunstâncias da morte do pai dele, desaparecido durante a ditadura militar.

“Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar nas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro”, afirmou Bolsonaro.

Felipe é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido em fevereiro de 1974 depois de ter sido preso por agentes do DOI-Codi no Rio de Janeiro. Estudante de direito, ele integrava a Ação Popular Marxista Leninista. Também era funcionário do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo.

Entenda
No mês passado, ao comentar os vazamentos de conversas entre Sergio Moro e procuradores, Bolsonaro criticou a postura da OAB que, por meio de uma ação, impediu a Polícia Federal de acessar o telefone de Adélio. “Não podemos saber com quem ele conversou naqueles dias quando tentou me matar. Que Justiça é essa? Não quero generalizar a Justiça brasileira. Quem está criticando ou tentando incriminar o Moro, que aliás eu não vi nada demais [nas supostas mensagens], poderia fazer uma campanha em cima da OAB”, comentou à época.

Ele questionou ainda o papel da entidade. “Para que serve essa Ordem dos Advogados do Brasil a não ser para defender quem está à margem da lei?”, criticou.

 
Felipe Santa Cruz disse, em nota, que a OAB e toda a advocacia brasileira foi alvo de “ataques injustificados” e se propôs a responder a pergunta de Bolsonaro sobre para que serve a Ordem.

Por:Metrópoles 

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