Reforma do Centro de Convenções se arrasta há quatro anos

São anos de espera pela reforma de um espaço que seria utilizado para eventos corporativos.

Redação, 08 de Agosto, 2019

A demora na conclusão da reforma do Centro de Convenções de Sergipe está sendo sentida amargamente pelo empresariado do setor de turismo do Estado. São cerca de quatro anos de espera pela reforma e ampliação de um espaço que seria utilizado para a realização de eventos corporativos, movimentando assim o turismo e a economia de Sergipe. No entanto, o caminho trilhado pelos empresários foi o inverso, tendo que transformar o turismo corporativo em turismo de lazer, o que gerou grandes prejuízos não só para o setor, mas, para todo o estado.


Para grande parte dos empresários de hotelaria, o fechamento do Centro de Convenções foi um dos principais motivos da crise econômica vivida nos últimos anos pelo setor. O presidente da Associação da Indústria Hoteleira de Sergipe (Abih-SE), Antônio Carlos Franco Sobrinho, na última reunião com a imprensa, ocorrida na terça-feira, 6, afirmou que Sergipe saiu da rota dos grandes eventos após o fechamento do Centro para reforma.


“Não podemos nem prospectar eventos para mais de duas mil pessoas. Sergipe está fora desse roteiro e isso gera desemprego, as taxas de ocupação caem, enquanto isso, outros estados concorrentes estão fazendo outros centros de convenções modernos e pegando essa fatia do bolo”, disse o presidente.


Enquanto isso, em Salvador, capital do estado vizinho, Bahia, está com as construções do novo Centro de Convenções a todo vapor. A previsão é de que o local fique pronto no mês de setembro desse ano. Se a cidade já leva grandes eventos para lá, movimentando ainda mais o setor turístico local, que já é uma potência, com o novo espaço essa prospecção poderá ser ainda maior. O Centro de Convenções municipal de Salvador terá capacidade para receber 14 mil pessoas simultaneamente em congressos e convenções, além de dois espaços para shows, um na parte interna e outro na área externa, com possibilidade de atender 20 mil pessoas.

Por: Jadilson Simões/JC

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