Itabaiana Grande.

Por Antônio Samarone

Redação, 28 de Agosto, 2019

Itabaiana deixou de ser Villa e assumiu a condição de Cidade em 28 de agosto de 1888, sem o menor entusiasmo. O Cônego Domingos de Melo Resende observou no sermão dominical: – Civilidade!... Civilidade! Quanto tempo perdeu, agora, Itabaiana ao deixar a sua vida simples de Villa! Civilidade! Civilidade sem civilização!

Antes tinha sido o Arraial de Santo Antônio, no início do século XVI, com a chegada dos primeiros sesmeiros no vale fértil do Jacarecica, no pé da Serra de Itabaiana. Em 30 de outubro de 1675, virou a Freguesia de Santo Antônio e Almas de Itabaiana.

Em outubro de 1697 a povoação foi elevada a condição Villa de Santo Antônio e Almas de Itabaiana, ou seja, há 322 anos.

Hoje, 28 de agosto, comemoram-se 131 anos da passagem de Vila à Cidade (1888) e o cinquentenário do primeiro título profissional da Associação Olímpica de Itabaiana (1969). Exatamente, numa quinta-feira, em 28 de agosto de 1969, o Itabaiana sagrava-se campeão derrotando o Olímpico por 2 X 1, gols de Horácio, aos (9’/1º T) e aos (13’/1º T). No velho estádio Etelvino Mendonça. Eu estava lá!

O elenco campeão sergipano de 1969 formou com Marcelo (Nego), Augusto, Humberto, Elísio e Sinval; Carlos e Toinho Maré; Edmilson, Targino, Horácio (Xavier) e Belo. O treinador era Edmur Cruz.

Itabaiana está fundada culturalmente em três grandes pilares: Santo Antônio, os caminhoneiros e a Associação Olímpica de Itabaiana. Se quiserem, depois eu explico.

Antônio Samarone.

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