Luis Eduardo Oliva: "Retumbante sucesso da 5ª Bienal do Livro de Itabaiana"

Redação, 19 de Setembro, 2019 - Atualizado em 19 de Setembro, 2019

 A Bienal do Livro de Itabaiana é uma das provas que apesar dos tempos de lamentável triunfo da mediocridade nos dias atuais,a vida inteligente resiste.

Aliás é de se reconhecer a força cultural que vem do interior: bienal do livro em Itabaiana, festival de arte em São Cristóvão, encontro cultural em Laranjeiras, só para ficar nesses.

A pujança empreendedora do itabaianense é realidade que a própria cidade demonstra. E quando esse empreendedorismo é na cultura o resultado foi o que se observou desde a quarta feira dia 11/09 no Shopping Peixoto: stands lotados, mesas redondas, lançamentos coletivos de livros, apresentações culturais diversas (shows musicais, bandas marciais, quadrilha junina, recitais de poesias, coral, folclore, dança, cinema, contadores de histórias, cinema, palestras, rodas de conversa, exposições diversas: pintura, carros antigos, esculturas, arte popular, cordel, arte digital, mangá-geek/kpop) um pavilhão para a cultura dos municípios, presença das academias sergipanas de letras, fizeram da Bienal do Livro, em sua 5a Edição o principal acontecimento cultural deste mês.

Dois detalhes me tocaram pessoalmente: as homenagens a Zeca Mesquita, o "Delmiro Gouveia" do agreste, símbolo maior do empreendedor itabaianense era o pai da minha sogra Maria Helena (naturalmente avô da minha mulher Mônica e bisavô de dois dos meus quatro filhos - Luiz Fellipe e Eduarda) com o monólogo "Faça-se a luz" do ator Julian Silva que relata a história daquele empreendedor; e a homenagem ao meu pai, o recém falecido jornalista Joao Oliva. Oriundo do interior (Riachão do Dantas) João Oliva era um entusiasta da cultura interiorana (foi o idealizador do Festival de Arte de São Cristóvão) e vibrava com a Bienal de Itabaiana. Em 2013 lançou também na Bienal seu ultimo livro "Mural de Impressões" e também participou de debates. Foi homenageado com o nome da "Praça dos Escritores JOÃO OLIVA" o coração da Bienal.

Meu agradecimento sobretudo à Saracura pela lembrança. (Ilustrando esse texto fiz uma foto montagem que demonstra o quanto alegre ele estaria ou está - a depender da crença que os mortos nos observam).

Também foram homenageados o radialista Adelardinho Júnior, o antropólogo e professor Fernando Lins (falecidos), a Quadrilha Junina Balança Mas Não Cai de Itabaiana, o crítico de cinema Ivan Valença, o escritor Domingos Pascoal, o escultor Zeus e o empresário Fernando Augusto(Fernando Casa das Tintas).

Vida longa à Bienal e que a cultura possa abrir corações e mentes para a vitória da vida inteligente nesses tempos difíceis de mediocridade que lamentavelmente estamos vivenciando. E naturalmente o parabéns aos seus organizadores e à cidade de Itabaiana.

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