Denunciado por gestão de Carminha Mendonça, Valmir de Francisquinho passa por novas investigações

A defesa do município se pronunciou sobre o assunto

Redação, 02 de Dezembro, 2019 - Atualizado em 02 de Dezembro, 2019

Depois de denúncias efetuadas durante a gestão de Carminha Mendonça, atual vice-prefeita de Itabaiana que assumiu interinamente de 20 de Novembro de 2018 a 12 de Março de 2019 por conta do afastamento de Valmir de Francisquinho, a Delegada Tais Lemos, da DEOTAP, pediu o indiciamento do gestor por suspeita de novos desvios.

As investigações giram em torno da acusação de um suposto desvio de recursos oriundos   do pagamento de impostos, a exemplo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITB) e outros, resultando num valor de aproximadamente 3,8 milhões de reais. 

A defesa do município, sob o comando do advogado Evânio  Moura, emitiu uma nota acerca das conclusões da delegada Taís Lemos, Confira: 

“A defesa está tranquila no sentido de que apresentou documentos e uma justificativa ao Deotap. Infelizmente a doutora delegada Thais entendeu de forma diversa. A gente respeita, mas discorda. Há um equívoco na conclusão dela. A defesa sustenta com veemência de que não houve qualquer tipo de desvio ou perda na arrecadação tributária. A imputação é de irregularidades na arrecadação do IPTU. A gente consegue comprovar documentalmente que a arrecadação durante a gestão do prefeito Valmir, inclusive teve um acréscimo comparado com as gestões anteriores”. 

A Delegada disse, durante uma coletiva de imprensa, que nos procedimentos instaurados se conclui que o gestor e os assessores diretos que comandavam as finanças públicas da cidade montaram uma espécie de “caixa próprio” para recolher os tributos, sempre pagos em espécie, sem que o montante fosse registrado pela contabilidade do município. Ela disse, ainda, que não há informações sobre o destino, bem como do uso desse dinheiro.

O município nega as irregularidades no caixa e nas finanças, alegando que todos os recursos foram destinados para o pagamento das taxas eram depositados regularmente na conta bancária da prefeitura. Por esse motivo, a defesa informou que não houve desvio e que consegue comprovar documentalmente que a arrecadação teve um acréscimo durante a gestão de Valmir. 

Além do prefeito, também respondem a essa ação judicial os assessores Valdirene Rocha Nascimento, secretária da fazenda do município, a tesoureira Tatiane dos Santos Lima e Adalgisa da Silva Oliveira.

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