O futuro Prefeito do Aracaju.

Por Antônio Samarone

Redação, 15 de Dezembro, 2019 - Atualizado em 15 de Dezembro, 2019


Aracaju é uma cidade governada pelo poder econômico, em particular, pela indústria da construção civil. Ruas e calçadas estreitas, pequeno número de praças e logradouros públicos, desprezo pelas questões ambientais, são consequências dessa realidade. Isso há muito tempo.

Secundariamente, as empresas concessionárias do lixo e do transporte público tem pesado nas eleições municipais de Aracaju, com interferência nas gestões. Só lembrando, nunca se conseguiu concluir um processo licitatório para o transporte coletivo.

A desprivatização da gestão municipal será pauta nas próximas eleições?

Outro ponto é a questão ambiental, a construção de uma cidade sustentável, que nunca fez parte de nenhum projeto, nem mesmo como promessas de campanha.

Aracaju, cercada de rios poluídos, de mangues, dunas, lagoas e restingas, com um saneamento básico de faz de conta, precisa encarrar essa questão.

Por enquanto, três forças políticas se apresentam com chances eleitorais:

1. Os partidos liderados pelo Senador Alessandro Vieira, tendo como principal bandeira o combate a corrupção; e se apresentando como o novo na política. Tem como força a boa votação do Senador na última eleição, e a rejeição ao PT e a esquerda de parte do eleitorado. Esse grupo não tem candidato lançado, mas o nome da delegada Daniele Garcia é visivelmente forte.

2. Os partidos liderados pelo Senador Rogério Carvalho, defendendo a luta por direitos sociais e contra a desigualdade; tendo como credencial a gestão de Marcelo Déda na Prefeitura de Aracaju. Tem como força o prestígio de Lula e a simpatia pela esquerda de outra parte do eleitorado em Aracaju. O PT tem o nome da vice-governadora Eliene Aquino como o mais forte.

3. Os partidos liderados pelo atual Prefeito Edvaldo Nogueira, defendendo a despolitização da gestão pública, a imagem de gerente, do prefeito como síndico da cidade. Tem como força o apoio do governador Belivaldo e de Jackson Barreto, de outras lideranças conservadoras, do poder econômico, e das “máquinas” da prefeitura e do Estado. Edvaldo tem ainda a seu favor a longa experiencia como prefeito.

Aracaju é uma cidade onde a polarização nacional (direita x esquerda) é bem acentuada. As escolhas do eleitorado na eleição municipal seguirá essa lógica, ou votará de forma politicamente neutra, num gerente? Isso só o tempo, o andamento das campanhas, poderá responder.

Os candidatos avulsos, ou os de pequenos partidos, Almeida Lima, Henri Clay, Gilmar Carvalho e outros, ainda não decolaram.

Os Partidos tradicionais, PMDB, PSDB e Democratas, que já governaram Sergipe, não tem conseguido se apresentarem com alternativas para a Prefeitura de Aracaju, nem aderido claramente as alternativas acima.

O envolvimento da sociedade, discutindo os projetos apresentados, propondo caminhos, desenhando a Aracaju que queremos construir, será o ponto mais importante na escolha do futuro prefeito do Aracaju.

Antônio Samarone.

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