O Canto da Verônica. (por Antônio Samarone)

Redação, 27 de Dezembro, 2019 - Atualizado em 27 de Dezembro, 2019


Das representações religiosas da Semana Santa, guardo nas lembranças consumidas pelas incertezas da inteligência, o canto de Santa Verônica, expondo uma réplica do seu véu, com a qual ela limpou o rosto de Cristo, durante a sua paixão.

Quem era aquela dublê Itabaianense de Santa Verônica (“vera ícone”), com voz soprano, com os seus agudos incompreensíveis, em latim, que apresentava o véu (Sudário de Verônica) aos devotos?

Depois fiquei sabendo tratar-se de Bernadete de Seu Oscar do Quebra Queixo. Itabaiana teve outras Verônicas, mas a que eu ouvi e a que o canto ficou em minha lembrança, foi o dela. Soube que ainda é viva, gostaria muito de conhecê-la.

Até hoje eu não sei ao certo se era o véu que limpou a face de Cristo (Sudário de Verônica), ou uma réplica de parte do Santo Sudário, o pano de linho que cobriu Jesus, na descida do calvário. Serei grato a quem puder esclarecer.

O Sudário de Verônica foi encontrado no ano 525, na cidade de Edessa. Foi levado a Roma e exposto na Basílica de São Pedro, para veneração dos fiéis. Desde 1638, a relíquia encontra-se na Igreja da Sagrada Face, na cidade de Manoppello.

Já o Santo Sudário apareceu em 1350, quando se alastrava uma grande Peste na Europa. Essa relíquia encontra-se na Catedral de Turim. Sobre essa relíquia existe forte polêmica: foi a mortalha de Jesus, ou uma peça criada por Leonardo da Vinci?

A cópia da relíquia Itabaianense (ainda existe?) era apresentada como a prova definitiva da passagem de Cristo pela Terra e de sua ressurreição, mesmo não existindo dúvidas para os devotos.

Foi informado que o Canto de Verônica continua sendo encenado na Matriz de Santo Antônio e Almas de Itabaiana, todas as sextas-feiras santas. Não perderei a próxima...

Antônio Samarone.

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