Formandos em Fisioterapia acusam empresa de não pagar colação de grau

Redação, 03 de Fevereiro, 2020

Depois dos formandos em Direito acusarem uma empresa em Aracaju, mais um problema envolvendo uma formatura foi denunciado por estudantes na capital sergipana. Desta vez, uma turma de 22 alunos do curso de Fisioterapia afirma que foi lesada por uma empresa do ramo.

Os estudantes formados pela Universidade Tiradentes estiveram na manhã desta segunda-feira (3) na 1ª Delegacia Metropolitana de Aracaju e prestaram um Boletim de Ocorrência contra a empresa Alto Grau Formaturas. Eles afirmam que a colação de grau, que aconteceria na última sexta-feira (31), não foi realizada pela contratada, que alegou dificuldades na última hora.

Cada aluno teria pago um valor R$ 4.442, dividido em parcelas, um total de quase 100 mil reais. A formanda Luana Santana, que faz parte da comissão, afirma que conheceram a empresa quando estavam pesquisando algumas para fechar o contrato para os três dias de solenidade da missa, culto e colação de grau, além da aula da saudade. Segundo ela, os primeiros sinais do problema começaram quando a entrega dos 30 convites por formando, que estava prevista para o dia 13 de dezembro, só foi feita no dia 7 de janeiro, data próxima às solenidades.

"Porém, em meio a isso, a gente descobriu que a demora na entrega se deu por conta de um débito financeiro que a empresa tinha com a gráfica, em torno de R$ 20 mil. E a partir daí começamos a entrar em contato constante com a gráfica e com a empresa, solicitando esse pagamento, para que fossem entregues os nossos convites", diz a formanda.

O processo de organização teve continuidade, a aula da saudade foi realizada no dia 18 de janeiro e a partir do dia 29 passado, começariam as demais solenidades. A missa ocorreu no primeiro dia, porém, segundo Luana, sem o pagamento por parte da empresa. "Quando chegamos identificamos problemas de decoração, fotógrafo e cantora não eram os mesmos. Ao final da missa soubemos pela cerimonialista que a empresa não havia pago nada, nem a igreja. A música foi paga pela cerimonialista, a decoração pela própria decoradora e a foto por um rapaz que se disponibilizou para a gente sem custos. Na quinta houve o culto porque pressionamos, a empresa pagou o fotógrafo e a decoração por valor bem abaixo", conta Luana. 

Já no dia da colação de grau, com a entrega simbólica dos diplomas, a expectativa de um dos momentos tão sonhados para os estudantes virou desespero. Algumas horas antes, eles foram surpreendidos com a notícia de que a solenidade tinha sido cancelada porque os custos não foram pagos aos fornecedores. "Às 15h30 tivemos a notícia e então intensificamos a busca à empresa, ela não atendia e nem respondia. Às 16h15 mandou mensagem pouco explicativa, dizendo que havia tentado de tudo, mas que não havia conseguido", relata a formanda, acrescentando que tentam contato com a empresa, mas os telefones permanecem desligados e a Justiça foi acionada.

Segundo o delegado Everton Santos, que recebeu a denúncia, a empresa será intimada para prestar depoimento e, consequentemente, esclarecer os fatos e se a empresa teria interesse em ressarcir os danos. Para o delegado, ainda é cedo para dizer se houve ou não crime cometido pela empresa. O delegado orienta ainda que outros formandos e turmas que tiverem se sentido lesados por alguma situação pela mesma empresa que prestem queixa e compareçam à delegacia.

O caso é semelhante ao do início de janeiro, quando formandos em Direito denunciaram outra empresa de formaturas, que alegou inadimplência de alunos no grupo contratante. O caso foi levado ao Ministério Público e, após um acordo entre estudantes e empresário, a formatura aconteceu.

Fonte: F5 News

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