OAB/SE discute militarização no serviço público com Sindiprev

Redação, 06 de Fevereiro, 2020

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em Sergipe (OAB/SE), Inácio Krauss, juntamente com o secretário-geral, Aurélio Belém do Espírito Santo, recebeu a visita do coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado de Sergipe (Sindiprev/SE), Joaquim Antônio Ferreira de Souza na última terça-feira, 4.

O representante do Sindiprev/SE veio até a Seccional para discutir a questão da contratação temporária de militares da reserva para o atendimento nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), proposta pelo Governo Federal, visando resolver os atrasos na concessão dos benefícios.

De acordo com o presidente da Ordem, Inácio Krauss, a OAB/SE apoia o concurso público com servidores treinados para que atenda melhor a população. Segundo ele, a militarização ou a utilização dos oficiais da reserva não solucionará o déficit de servidores existente no INSS, ao contrário, poderá até atrapalhar o serviço que já está deficitário.

Krauss se comprometeu em levar o posicionamento da OAB/SE em relação ao problema para o Conselho Federal a fim de que sejam adotadas as providências necessárias.

O coordenador-geral do Sindiprev/SE, Joaquim Antônio, disse que a reunião com a Diretoria da OAB teve como objetivo pedir uma posição da Ordem em relação à militarização do setor público federal brasileiro. Para o Sindiprev, somente por meio do concurso público será possível restabelecer o setor público brasileiro.

“Trouxe para o presidente da OAB/SE alguns dados que comprovam que a vinda de militares para o serviço público não vai resolver o problema dos processos que estão em atraso, pelo contrário, vai onerar mais ainda a União sem resolver o problema do trabalhador”, disse.

Joaquim Antônio disse que aguarda uma posição da OAB. “O presidente se comprometeu em enviar para a OAB Nacional a posição da OAB/SE, que é contrária a militarização. Esperamos também que a OAB emita algum documento em relação a isso”, afirmou.

Fonte: Ascom OAB/SE

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