D. MARIA PEIXOTO NOS ARMARINHOS DE ITABAIANA

Jerônimo Peixoto, 15 de Fevereiro, 2020 - Atualizado em 15 de Fevereiro, 2020

D. MARIA DE BASTO PEIXOTO VEIO AOS ARMARINHOS DE ITABAIANA

 

Necessitando de aprontar os uniformes para os meninos estudarem, dirigi-me à cidade, para comprar os acessórios necessários. A vinda foi excelente, porque peguei punga no carro do Padre Rezende, que veio para dar aula no Murilo Braga. Ele sempre foi muito atencioso com nós. Desci na frente da Igreja Matriz, e fui aos pés de Santo Antônio, para pedir forças suficientes para carregar meu fardo diário.

Passei na Casa de Dr. Pedro, a fim de pegar as receitas para os remédios de minha mãe. Trouxe-lhe um cozinhado de batata, porque ele nunca recebe nada pelos serviços que presta. É um médico caridoso, que dá gosto!

Desci a Barão do Rio Branco, para passar no armarinho de D. Deja, que é representante das linhas correntes. A casa estava cheia, mas ela deu um jeito de me atender logo. Sianinha, botões para forrar, linha cor de cáqui, cadarço azul marinho para os congas dos meninos; linha de crochê para Inês terminar uma peça; dois fechecler, umas agulhas finas, duas agulhas de máquina Singer e uns três metros de elásticos para os calções dos mais novos, que quebram quase todo dia. Ave!

Precisei de ir até o Armarinho de Zaíra, porque não tinha tudo em D. Deja. Dei um Pulinho em Nivalda de Adelardo, para saber notícias de Tia Glorianha, e ver os preços. Passei na Loja de Aurelina, e fui riscar em D. Dalula, velha amiga das antigas. O velho Abílio ainda tinha sua loja, e entrei lá também, para ver se havia novidades. Quando encontrei tudo, aproveitei e fui à feira, à banca de uma amiga, para comprar uns metros enfestados de bramante, para umas cobertas novas. Vou receber visita dos paulistas. Pano de saco só para os de casa!

Topei-me com D. Leda de Tonho de Chagas, e nos demoramos conversando sobre D. Zefinha, sua mãe que tomara uma queda e estava impossibilitada de sair de casa. D. Ceiça de “Bonégio” ia passando e perdeu uns minutos para jogar conversa fora.

Como ainda era cedo, pequei a sete de setembro e fui ver se Romeu já tinha aprontado as chapas que os meninos tiraram no fim de ano. Eram para a matrícula no ginásio. D. Lourdes se demorou comigo, e nós botamos as conversas em dia. Fui na loja de Zé Crispim, onde me demorei com D. Lourdes. Depois voltei ao largo da feira, para ver Dona Anete Siqueira. Comprei umas peças e entrei na Casa Barbosa, só para dar bom dia a Seu Fransquinho.

Dali rumei à banca de Nilza, na feira, para comprar miudezas, um pó de arroz e uns pentes de bolso para os meninos. Seu Manoel me ofereceu brilhantina Glostora e um isqueiro de pedra, para Basto, e acabei comprando, para pagar de quinze em quinze.

Quando reparei, a hora já tinha avançado e o ônibus da São Pedro, para Malhador já estava de saída. Nem tive como ir à casa das Meninas de Derrama, afamadas costureiras. Só quarta que vem! É preciso cuidar dos afazeres do almoço que, em dia de quarta-feira, sai um pouco mais tarde. Semana que vem eu volto.

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