Violência: moradores de invasão invadem festa, roubam, espancam e matam em Sergipe

Redação, 15 de Março, 2020 - Atualizado em 15 de Março, 2020


Moradores da “invasão Babilônia”, como ficou conhecido o local localizado em frente à garagem da antiga delegacia plantonista, realizaram uma verdadeira noite de terror para pessoas que participavam de uma festa.

As informações passadas pelo delegado Paulo Márcio são de que por volta das 19:30 horas deste sábado (14), uma gangue formada por cerca de 20 moradores da Invasão Babilônia realizou um arrastão em uma residência localizada na Avenida Pedro Calazans, em frente à entrada da garagem da antiga plantonista, onde estava sendo realizada uma festa.

Os marginais chegaram no local agredindo as pessoas, recolhendo os pertences e apedrejando veículos que estavam estacionados em frente à residência.

Ainda segundo o delegado, uma das pessoas que estava na festa, um jovem de 31 anos, morador da Pedro Calazans, tentou fugir, mas foi perseguido e ferido com um vergalhão, vindo a falecer, momentos depois, na emergência HUSE.

A mãe e o tio da vítima tentaram  socorrê-lo, mas foram atingidos por pedradas  na clavícula e na cabeça, sendo encaminhados para o hospital Nestor Piva.

Moradores que residem nas proximidades, revoltados com o crime, tentaram invadir a Invasão Babilônia,  mas foram impedidos pela Polícia Militar, que ainda se encontra no local.

A Polícia Militar conseguiu deter 10 dos envolvidos, os quais estão sendo autuados em flagrante delito por latrocínio e dano, cabendo à delegacia responsável dar prosseguimento em relação aos crimes de lesão corporal contra as outras vítimas.

Segundo o delegado Pulo Márcio, “a situação é muito tensa e tende a se agravar. É imperioso que os responsáveis acionem a justiça em busca de uma reintegração de posse, cabendo aos governos estadual e municipal intervir o quanto antes, seja adotando medidas para abrigar estas famílias e evitar novas tragédias, seja atuando para impedir a completa degradação do centro da cidade, cada dia mais negligenciado”, afirma o delegado.

Munir Darrage

 

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