WhatsApp, Messenger e Instagram correm o risco de sair do ar

Redação, 25 de Março, 2020 - Atualizado em 25 de Março, 2020

Nesta terça-feira, 24, o Facebook anunciou que está experimentando um aumento extremo no uso de seus serviços em todo mundo, em decorrência da pandemia do Covid-19.

Segundo comunicado, o total de mensagens trocadas no Facebook, Instagram e WhatsApp, em áreas afetadas pelo coronavírus, aumentou mais de 50%.

 Já as vídeochamadas no Messenger e WhatsApp mais que dobraram nessas mesmas regiões. Na Itália, por exemplo, o tempo em chamadas em grupo (chamadas com três ou mais participantes) aumentou mais de 1.000% durante o último mês.

Por mais que esta pareça ser uma boa notícia, a verdade é que os negócios não vão bem para a gigante das redes sociais. O principal problema é que a maior parte do pico de acessos é justamente em ferramentas que não geram dinheiro para a companhia.

Além disso, a receita com anúncios tem caído, principalmente em países que adotaram medidas mais agressivas para conter a disseminação do vírus.

O Facebook alega que seus serviços foram desenvolvidos para suportar picos esporádicos, como nas Olimpíadas ou na véspera de Ano Novo. No entanto, esses eventos ocorrem com pouca frequência, o que os deixam com tempo de sobra para se prepararem.

A companhia diz que o crescimento do uso de seus aplicativos provocado pelo coronavírus é sem precedentes e que ele tem aumentado a cada dia.

Assim como outras empresas, o Facebook também está tendo que trabalhar com equipe reduzida, com grande parte dos seus 45 mil funcionários trabalhando em casa.

“Estamos apenas tentando manter as luzes acesas por aqui”, disse Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.

Com informações de The Verge.

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