Pesquisadores descobrem novo tratamento promissor contra coronavírus

Redação, 10 de Maio, 2020 - Atualizado em 10 de Maio, 2020


Uma combinação dos antivirais interferon beta-1b, lopinavir–ritonavir (remédio usado contra o vírus da HIV), e a ribavirina (frequentemente utilizado em casos de hepatite C) pode ser um tratamento promissor contra o novo coronavírus. É o que aponta uma pesquisa realizada por seis hospitais de Hong Kong e publicada na conceituada revista científica The Lancet. O estudo observou apenas casos mais leves e moderados do vírus.

Para a realização do estudo, 127 pacientes, com idade média de 52 anos, foram separados em dois grupos. O primeiro, com 86 pessoas, recebeu o coquetel completo e, em média, sete dias após o início do tratamento teve a proliferação do vírus reduzida, enquanto o segundo grupo, de controle, era integrado por 41 pessoas, tratadas apenas com o lopinavir–ritonavir. A redução do vírus no segundo caso foi mais demorada, de doze dias.

A combinação tripla também trouxe bons resultados no tempo de alta dos pacientes: o primeiro grupo foi liberado em nove dias, e o segundo, em até 14,5. Quando tratados com o coquetel, os sintomas também desepareceram mais rápido e em quatro dias as pessoas já viam uma melhora em seus casos. Quem usou o lopinavir–ritonavir, sozinho, viu o período para o desaparecimento dos sintomas dobrar.

Uma fase “três” da pesquisa ainda será realizada, segundo os pesquisadores. “Uma próxima fase com interferon beta-1b e um terceiro grupo de placebo deve ser considerada, porque as comparações entre os subgrupos apontaram que o interferon beta-1b é um componente chave no nosso tratamento por combinação. A falta de pacientes em estado grave não permitiu a generalização das descobertas para casos mais graves”, explica o estudo.


Nos casos mais graves, pesquisadores de Nova York descobriram que anticoagulantes podem melhorar as chances de sobrevivência dos infectados.

O estudo, do tipo clínico randomizado (quando os participantes são aleatoriamente distribuídos em dois ou mais grupos de intervenções), foi feito diretamente com humanos e tem alta credibilidade na comunidade científica.

Por: Revista Exame

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