Cuidados redobrados para a coleta do lixo em condomínio

Redação, 16 de Maio, 2020 - Atualizado em 16 de Maio, 2020

Quando o assunto é higiene e prevenção, diante da pandemia da COVID-19, todo o cuidado é insuficiente, uma vez que a contaminação pelo coronavírus ocorre a partir do contato da pessoa com o ambiente contaminado.

Nesse sentido, se quem reside em casa precisou transformar a rotina com medidas mais rigorosas de higienização, imagine a necessidade esse rigor para quem reside em prédios de apartamentos, onde o convívio social é inevitável mesmo que cada morador permaneça em seu espaço de isolamento.

Nos condomínios há rituais coletivos, sendo o recolhimento do lixo um dos mais exercitados pelos habitantes do espaço. Se por algum motivo esse recolhimento não for feito de acordo com os procedimentos necessários, toda a coletividade estará exposta aos riscos da contaminação.

É preciso muito cuidado, principalmente em relação ao descarte de produtos não recicláveis como máscaras, por exemplo. Afinal, vivemos num país onde apenas 17% da população é atendida pela coleta seletiva. A falta desse hábito e do descarte devidamente adequado torna a possibilidade da contaminação em algo ainda mais arriscado.

Na opinião da coordenadora do Programa Conduta Consciente da Unit, professora Luciana Rodrigues, a pandemia contribuiu para evidenciar as deficiências e fragilidades do sistema, principalmente em relação aos resíduos produzidos pelo homem em seu habitat.

Motivo esse que preocupa bastante, em especial no momento em que se constata elevado risco de contaminação, considerando que a maioria da população sequer tem como hábito fazer o descarte correto do seu lixo.

“Estamos sofrendo bastante por conta de práticas que não conseguimos agregar no nosso dia a dia, como a simples responsabilidade pelo nosso próprio resíduo”, alerta Luciana.
Ela salienta que em agosto a política nacional de resíduos sólidos completa uma década sem que nada tenha mudado de forma significativa no país que recicla apenas 3% das 72 milhões de toneladas produzidas anualmente.

“A contribuição e a consciência individual é, portanto, de fundamental importância para a manutenção da sua própria saúde e com a saúde do próximo”, pondera Luciana que considera indispensável que as pessoas se habituem à coleta seletiva.

Ela ressalta que a postura pós-pandemia no cuidado redobrado para a coleta do lixo deve ser as mesmas redobrando esse cuidado com os procedimentos de descarte, a fim de que se evite a contaminação.

A professora Elayne Emília, coordenadora dos cursos de Engenharia da Unit, entre eles Engenharia Ambiental, reforça ser fundamental que toda a população adote medidas de precaução com o armazenamento e descarte dos resíduos.

Os resíduos suspeitos de contaminação pela COVID-19 ou mesmos os já contaminados devem ser inseridos em sacos descartáveis, devidamente fechados, e levados para os respectivos coletores. “Essa ação contribui muito para a prevenção e redução de riscos de contaminação”, diz a professora.

Elayne destaca o conteúdo divulgado pela Associação Brasileira de Engenharia Ambiental e Sanitária, que mensura o tempo de permanência do vírus em cada tipo de superfície. “Sobre o plástico, cinco dias; papel, quatro a cinco dias; resíduos de vidro, quatro dias; alumínio, de duas a oito horas; aço, quatro horas; madeira quatro dias; e luvas cirúrgicas, oito horas”, revela.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Unit

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