Em reunião virtual com vereadores, secretária de Ação Social destaca ações frente à pandemia

Redação, 28 de Maio, 2020

Os vereadores da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) participaram de uma reunião virtual na tarde desta quinta-feira, 28, com a secretária Municipal de Assistência e Ação Social, Simone Santana Passos. O encontro foi convocado pela presidência da Casa, para tirar dúvidas a respeito das ações da secretaria frente à pandemia do Coronavírus.

Estiveram presentes, além do presidente, Nitinho Vitale (PSD), os vereadores: Américo de Deus (PSD), Lucas Aribé (Cidadania), Prof. Bittencourt (PCdoB), Seu Marcos (PDT), Thiaguinho Batalha (PSC), Vinícius Porto (PDT) e Zezinho do Bugio (PSD).

O presidente Nitinho agradeceu à secretária pela reunião e destacou os trabalhos dela e do prefeito Edvaldo Nogueira na condução dos problemas sociais em Aracaju. “Não vemos constantemente críticas a esta secretaria, porque ela contribuiu diariamente. Não existe a política, existe trabalho sério para a população de Aracaju. O prefeito é muito comprometido e por isso a situação está desta forma. Ele escolhe as suas equipes com base na competência técnica, e a gestão caminha bem. Agradeço a você por esta grande explanação e a todos os que participaram. Trouxemos a secretária justamente para isso: falar das ações da Prefeitura em relação ao coronavírus”, afirmou.

A secretária iniciou falando do aumento da demanda e dos desafios da pasta com a pandemia da Covid-19, e detalhou algumas das ações que estão sendo tomadas no município. “Nossos profissionais foram pegos de surpresa, e precisamos primeiros ter uma adaptação, para entender como fazer um trabalho junto àqueles que mais precisam. Mas a gente está presente nas casas das pessoas, desenvolvendo esse trabalho no corpo a corpo. Como trabalharíamos estando distantes? Esse foi o maior desafio da secretaria, quando começamos a pensar a Covid. Primeiramente, montamos a linha de prevenção e proteção dos profissionais, que precisam estar bem para atuar. Fomos reconhecidos como serviço essencial, e não tínhamos como trabalhar sem proteger os profissionais. Hoje, estamos atuando com os CRAS e CREAS em regime de rodízio, com as equipes sendo alimentadas com EPIs. Neste momento, a demanda maior é de cestas básicas”, disse Simone.

Em seguida, ela pontuou a preocupação maior com os moradores de rua da capital. “O primeiro grupo que nos trouxe o pensamento foi o das pessoas em situação de rua. Criamos quatro alojamentos, que funcionam com o nosso pessoal trabalhando em plantão, com 40 pessoas da secretaria. De março até agora, já passaram por lá 240 pessoas. Moradores de rua já testaram positivo, e outra preocupação da secretaria é essa. Disponibilizamos máscaras e álcool, contratamos contêiners de banheiros, temos uma equipe multidisciplinar orientando-os todos os dias a cuidar de seus pertences, compramos roupas, damos refeições junto a uma nutricionista. Temos também quatro Casas Lares funcionando para cuidar de crianças e adolescentes. O Abrigo Sorriso, para crianças de 0 a 12 anos, tem 35 crianças abrigadas. No Abrigo Caçula, temos 26 adolescentes. Temos também abrigos de idosos, e continuamos na briga para que os vírus não entrem nos abrigos”, acrescentou.

“Tivemos a entrega dos cartões do governo, criado para pessoas em vulnerabilidade social, de R$ 100. Cada secretaria de cada município ficou de identificar os beneficiados, e mobilizamos uma equipe para identifica-los, entregando os cartões sem aglomeração. Em relação aos moradores do Largo da Aparecida, no Jabotiana, fechamos parceria com um hotel alugado. Foram 108 pessoas, com 648 diárias. Colocamos materiais, estrutura e alimentação, até para diminuirmos o valor da diária. Tivemos um total de R$ 12.960 com o pagamento desse hotel. E graças a Deus, ninguém teve sinal de Covid”, complementou a secretária.

Questionamentos

Em seguida, ela respondeu a questionamentos e comentários dos vereadores presentes. O trabalho e a explanação da secretária foram elogiados de forma unânime. O vereador Américo de Deus lembrou de ofícios de sua autoria, pedindo a distribuição de cestas básicas a taxistas, artistas, garçons e quias de turismo, além da entrega da merenda escolar de forma domiciliar. “Começamos a fazer o levantamento de quem são essas pessoas que seriam atingidas. Estamos fazendo a triagem e montamos uma central de comunicação para orientar estas pessoas em relação ao auxílio emergencial.  Orientamos muitas pessoas, tiramos dúvidas. Dos idosos, fechamos uma parceria para utilizar parte destes recursos bancando auxílios para esta população, assim como o do Fundo da Criança para os orfantatos. Sobre as cestas da merenda, isso não posso te responder porque é com a secretaria da educação”, afirmou Simone.

Ela complementou respondendo a Américo de Deus, Vinícius Porto e Prof. Bittencourt (antigo titular da pasta), sobre os recursos destinados: “O recurso veio única e exclusivamente para cuidar da pandemia, na sexta-feira da semana passada, de R$ 2.565.116,13. É um recurso que veio em boa parte carimbado, com quantidade definida para atendimento. Mas alguns recursos regulares do Governo Federal não estão sendo passados, há alguns com 22 parcelas em atraso. Esse recurso que chegou deve ser gasto em três meses, para que venha outra parcela depois. Mensalmente, deveríamos estar recebendo em torno de R$ 1 milhão do Governo Federal”.

Já em resposta a Lucas Aribé e Seu Marcos, ela destacou a possibilidade de outros auxílios, como os das Leis 5.221 (que permite um cadastro de moradores de rua junto à Fundat, inserindo-os no mercado de trabalho) e 5.162 (dispõe sobre o combate ao desperdício de alimentos em Aracaju).

“Nosso público muda muito, recebemos pessoas em situações diferentes. Não podemos ter uma ação engessada. O auxílio emergencial do Governo Federal amenizou, e decidimos agir também com o apoio em cestas básicas. Vamos estar sim conferindo as leis e vendo o que podemos trazer para nossa realidade”, afirmou.

Por fim, respondendo a Thiaguinho Batalha, lembrou que a secretaria segue a disposição dos parlamentares: “Como estamos no centro administrativo, temos atendimentos agendados. Pedimos o agendamento prévio, para que eu me programe e esteja aqui, mas estou atendendo as demandas de portas abertas para vocês”.

Fonte: Ascom CMA

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