Governo britânico amplia controle sobre Microsoft, Google, Amazon e Oracle para reforçar a segurança de serviços essenciais e reduzir impactos de possíveis falhas tecnológicas.
O governo do Reino Unido anunciou um reforço na fiscalização das principais empresas de computação em nuvem do mundo — Microsoft, Google, Amazon Web Services (AWS) e Oracle — diante da crescente preocupação com a dependência da infraestrutura digital dessas companhias. A medida busca evitar que falhas técnicas, ataques cibernéticos ou interrupções em larga escala provoquem um possível “apagão digital” capaz de afetar serviços essenciais do país.

Atualmente, grande parte dos sistemas utilizados por órgãos públicos, instituições financeiras e serviços estratégicos funciona sobre plataformas dessas empresas. Essa concentração de infraestrutura levou as autoridades britânicas a classificarem essas companhias como prestadoras críticas para o funcionamento da economia digital.
Entre as novas exigências estão a realização de testes periódicos de resistência dos sistemas, a comunicação imediata de falhas ou vulnerabilidades relevantes às autoridades e a implementação de mecanismos que garantam a continuidade dos serviços mesmo em caso de interrupções. O objetivo é aumentar a resiliência da infraestrutura digital e minimizar riscos de paralisações que possam afetar setores como saúde, transporte, comunicações e o sistema financeiro.
A decisão acompanha uma tendência internacional de ampliar a supervisão sobre grandes empresas de tecnologia, diante da crescente dependência de poucos provedores globais de computação em nuvem. Especialistas apontam que episódios recentes de indisponibilidade em plataformas digitais reforçaram a necessidade de criar regras mais rígidas para garantir a estabilidade dos serviços considerados estratégicos para a sociedade.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

