O 1º Encontro de Conscientização sobre a Segurança e a Saúde no Trabalho Doméstico ocorreu na sede do Sindoméstica/SE, na sexta-feira, dia 31 de julho. O evento proporcionou uma série de atividades voltadas ao cuidado e à valorização das trabalhadoras domésticas, incluindo exames de vista, atendimento psicológico, palestras com nutricionistas e uma exibição do filme “A Empregada” (Dir. Paul Feig, 2025).
O encontro também marcou a conclusão da primeira etapa do Curso de Informática, que contou com o apoio da FITH (Federação Internacional de Trabajadoras del Hogar), Programa Trabalho Doméstico Cidadão (TDC – Nordeste), Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) e Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Durante o evento, a diretora da CUT-SE e presidenta do Sindoméstica/SE, Quitéria Santos, destacou a importância do reconhecimento da profissão.
“Trabalhadora, se você for num posto de saúde, não tenha vergonha de dizer: eu sou trabalhadora doméstica. Ficar invisível nos prejudica. Não diga que é dona de casa, que isso não é emprego… A gente é trabalhadora e o nosso trabalho é digno. Vamos lembrar também que voto não tem preço, tem consequência,”
afirmou.
A vice-presidenta do Sindoméstica/SE, Adinete dos Santos Canuto, celebrou as conquistas das participantes do curso.
“Quero apresentar as companheiras que ficaram com a gente do dia 27 de junho até hoje, todos os sábados, participando do Curso de Informática, tendo atendimento com nutricionista, com psicóloga, participando de oficina de artesanato, tendo acesso à cultura, através da exibição e debate de filmes sobre a realidade da trabalhadora doméstica,”
disse.
No evento, Carol Rejane, vice-presidenta da CUT-SE, ressaltou a necessidade de conscientização política e formação sindical para o fortalecimento da categoria.
destacou.
A coordenadora e economista do Dieese, Flávia Rodrigues, apresentou dados sobre o trabalho doméstico no Brasil. Desde a regulamentação do trabalho em 2013, o setor formal cresceu, mas a pandemia de COVID-19 causou demissões em massa. Em Sergipe, existem cerca de 49 mil trabalhadores domésticos, sendo 46 mil mulheres, representando 92% do total. Além disso, 80% têm entre 30 e 59 anos, e 86% são negras.
A importância da valorização do trabalho doméstico foi reforçada por Ana Paula Alves de Oliveira Melli, representante da FITH.
“Trabalho doméstico é política de cuidados. Como um trabalho tão importante como esse não é valorizado?”
questionou.
O evento contou ainda com palestras e atendimentos de profissionais como a psicóloga Gislaine Araújo e a advogada Mônica Jaciara.
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