ASTRA e parceiros organizam no dia 30/08 um ato na Orla para celebrar 25 anos de luta pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Com o tema ‘A História Continua, a Luta Não Para’, o evento reforça resistência e inclusão.
A ASTRA – Direitos Humanos e Cidadania LGBTQIA+ e suas entidades parceiras organizam, no dia 30 de agosto, a 25ª Parada LGBT de Sergipe, que ocorrerá na Orla de Atalaia. Com o tema “A História Continua, a Luta Não Para”, o evento celebra 25 anos de mobilização em defesa da diversidade, dos direitos humanos e da cidadania da população LGBTQIAPN+ no estado.
A Parada deste ano marca um movimento de resistência que teve início em 2002, no principal ponto turístico da capital sergipana. Ao longo de sua trajetória, o evento tem abordado questões cruciais para cada época, incluindo o combate à homofobia, o acesso à saúde, políticas públicas, representatividade política e o fortalecimento das famílias LGBTQIAPN+. A iniciativa reafirma que ainda existem desafios a serem enfrentados no combate à violência e na promoção da igualdade.
Antes da Parada, diversas atividades serão realizadas em municípios sergipanos, como Seminários, Simpósios, Rodas de Conversa, Workshops e Mutirões de Solidariedade. O lançamento oficial do Circuito do Orgulho “Agnaldo Augusto” 2026 está agendado para a quarta-feira, 11 de agosto, às 18h40, no Museu da Gente Sergipana.
“Nos últimos 25 anos de movimento no Brasil e em Sergipe, a maior conquista foi retirar a população LGBTI+ da invisibilidade. Ainda temos muito o que avançar”, declarou a vice-presidente da ASTRA.
A vice-presidente também destacou que foram conquistados direitos fundamentais, como o casamento, a retificação de nome e gênero, a doação de sangue e a criminalização da LGBTfobia. Em Sergipe, a ASTRA, junto com outras organizações, estabeleceu diálogos com o poder público, criou coordenações LGBTI+, e instituiu a gratuidade na retificação de nome e gênero, além da inclusão da Parada nos calendários municipais e estaduais.
Apesar dos avanços, a vice-presidente ressaltou que ainda faltam efetividade nas políticas públicas, acesso à saúde, educação, segurança, cultura e mercado de trabalho para pessoas trans e travestis. “Meu sonho é ver pessoas LGBTI+ vivendo com orgulho, sem precisar escolher entre ser quem são e sobreviver”, enfatizou.
Eduardo Lins, voluntário desde a primeira edição da Parada, comentou sobre as mudanças positivas que ocorreram nos últimos 25 anos, mas também lembrou que ainda existem casos de violência. “É como diz o tema da Parada este ano: a luta não pode parar”, destacou.
A trajetória da Parada do Orgulho LGBT influenciou a interiorização da luta em Sergipe, fortalecendo a atuação de organizações da sociedade civil em diversas cidades. Informações sobre o evento e a programação podem ser acompanhadas no Instagram da ASTRA.

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