Nos últimos cinco anos, foram 63 patentes geradas a partir de pesquisas realizadas no instituto sergipano, em conjunto com a Unit; os estudos se desdobraram em processos, produtos e serviços já à disposição do mercado
O Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), sediado em Aracaju e mantido pelo Grupo Tiradentes, alcançou o segundo lugar no ranking das maiores depositantes de patentes de invenção entre as instituições privadas de Ciência, Tecnologia e de Inovação (ICTs) da região Nordeste, entre os anos de 2020 e 2024. Os dados foram levantados junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a partir dos rankings de depositantes de ativos de propriedade intelectual dos últimos cinco anos, e com base nas patentes depositadas oficialmente pelas ICTs, cujos pedidos de registro foram oficialmente acatados pelo INPI.
Ao longo do período, o ITP depositou 63 patentes, a partir de pesquisas desenvolvidas em seus laboratórios, sendo 17 apenas em 2024. Entre as instituições de direito privado, o instituto sergipano é o segundo maior depositante do Nordeste, perdendo apenas para o Senai Cimatec, de Salvador (BA). No ranking geral das ICTs, o ITP fica na 14ª posição, ao lado de instituições como a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e as universidades federais de Alagoas (UFAL), Bahia (UFBA), Sergipe (UFS), Ceará (UFC), Rural de Pernambuco (UFRPE), Pernambuco (UFPE), Paraíba (UFPB) e Campina Grande (UFCG/PB).
O INPI é a autarquia federal responsável pelo registro oficial das patentes, marcas e registros de software. O depósito e registro de uma patente segue um processo com regras e protocolos bastante rigorosos, que chegam a durar entre cinco a 10 anos, mas traz como resultado a garantia assegurada da propriedade intelectual e dos direitos exclusivos de uma pessoa ou empresa sobre pesquisa, marcas, produtos e serviços e/ou processos com aplicabilidade industrial.
“Isso significa que a produção acadêmica dos pesquisadores se transforma em bens de propriedade intelectual que podem se desdobrar depois em processos, serviços ou produtos que venham a ser disponibilizados. No caso das instituições acadêmicas, como a nossa, o registro da patente é importante porque é a única garantia para evitar que algum descuido ou alguma cópia se propague e ganhe espaço comercial, por exemplo”, explica o presidente do ITP, Paulo do Eirado Dias Filho.
Entre os aspectos mais favoráveis ao trabalho desenvolvido, está a sua proximidade com a Universidade Tiradentes (Unit), que aparece como co-autora ou co-desenvolvedora em todas as patentes depositadas pelo ITP no INPI. Além disso, a grande maioria dos pesquisadores envolvidos nelas são professores ou alunos dos programas de pós-graduação da universidade. O que também reverbera nas altas notas com as quais seus cursos de mestrado e doutorado são conceituados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
“Praticamente metade dos nossos pesquisadores são premiados pelo CNPq como bolsistas de produtividade. A produção acadêmica, tanto de textos e artigos como também de patentes, nos diferencia bastante e faz com que a Unit seja muito bem avaliada. Em alguns cursos da pós-graduação, ela tem a maior nota de todo o Nordeste. Aqui, existe uma produção muito forte de patentes e uma grande sensibilidade dos nossos pesquisadores para enxergarem produtos, processos, sistemas e serviços que são de grande interesse normalmente social ou econômico”, ressalta Eirado.
“Estar entre as principais instituições depositantes de patentes no Nordeste significa que nossos pesquisadores, professores e estudantes têm conseguido transformar conhecimento científico em produtos, processos e tecnologias que podem gerar impacto real no desenvolvimento econômico e social da região. Esse resultado também ajuda a fortalecer uma mentalidade inovadora nos nossos alunos, mostrando que é possível – e necessário – aplicar o que se aprende em sala de aula e nos laboratórios para resolver problemas do mundo real”, ressalta o diretor de relações institucionais do Grupo Tiradentes, professor Valter Joviniano de Santana Filho.
Trabalho integrado
O ITP foi criado em 1998, como entidade sem fins lucrativos, voltada à pesquisa científica, à inovação tecnológica e à prestação de serviços para empresas, órgãos públicos e instituições de ensino superior. Hoje, ele conta com 23 laboratórios de pesquisa e um quadro de 33 pesquisadores celetistas, atuando em áreas como energias, meio ambiente, engenharias, biotecnologia, educação, direito e saúde.
“São 26 anos de atuação em desenvolvimento tecnológico e uma equipe muito dedicada, aderente ao propósito, uma missão muito clara que nós temos aqui e queremos cada vez mais avançar. Agora, nos aproximando mais e mais da indústria, das empresas e do setor produtivo, que é para transformar todo esse conhecimento e essas patentes em produtos ou serviços que venham de fato a se tornarem ativos reais, com valores e com remuneração”, comemora Paulo do Eirado.
A classificação do ITP entre as maiores depositantes de patentes do país também qualifica o conceito do Ecossistema Tiradentes, formado pelo instituto e pela Unit em conjunto com o Tiradentes Innovation Center (TIC), e que em breve ganhará o reforço do Tiradentes TechPark (TTP), parque tecnológico que já começou a ser implementado no Campus Farolândia, em Aracaju, com financiamento aprovado junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
“Quando falamos em ITP, pensamos em todo o conjunto do Grupo Tiradentes, porque é um trabalho em equipe, sempre um atuando junto com o outro. Por isso, estamos caminhando a passos largos para a instalação do Parque Tecnológico e outros modelos de formação. Tudo isso está vindo num pacote que é resultado dessa visão de ecossistema do Grupo Tiradentes”, diz.
Para o professor Valter Joviniano, esse desempenho reforça o compromisso permanente do Grupo Tiradentes com a qualidade em todas as suas ações acadêmicas e de pesquisa. “É um indicador que valida investimentos consistentes em infraestrutura, formação de equipes qualificadas e estímulo a parcerias estratégicas. Além disso, fomenta uma cultura interna que valoriza a criatividade, o rigor científico e o compromisso social – características que marcam a trajetória da nossa instituição”, afirma o diretor.
Autor: Gabriel Damásio / Asscom Unit
Foto: Acervo ITP – Grupo Tiradentes
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