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Especialista explica causas e tratamento para mau hálito após comentários sobre Juliano Floss no “BBB26”

A participação de Juliano Floss no “BBB26”, programa transmitido pela Globo, tem gerado comentários dentro e fora da casa a respeito de um suposto...

03/04/2026 · 09h31 · Atualizado às 18h35
Especialista explica causas e tratamento para mau hálito após comentários sobre Juliano Floss no “BBB26”
Juliano Floss no BBB26

A participação de Juliano Floss no “BBB26”, programa transmitido pela Globo, tem gerado comentários dentro e fora da casa a respeito de um suposto mau hálito frequente. Colegas de confinamento têm reclamado do odor, e a repercussão levou especialistas a comentar o tema.

Em entrevista ao portal LeoDias, a dentista Miriam Alhanati, especialista em Reabilitação Oral e integrante da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), detalhou as possíveis causas, mitos e formas de tratamento do problema e analisou o quadro observado no reality show.

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Origem do problema e mitos

Segundo Miriam, cerca de 90% dos casos de mau hálito têm origem na cavidade bucal. Entre as principais causas estão inflamações gengivais — como gengivite e sua evolução para periodontite com perda óssea —, alterações no padrão salivar, saburra lingual (camada esbranquiçada ou amarelada na língua) e os cáseos nas amígdalas.

A especialista alertou que muitas pessoas, por constrangimento, procuram profissionais inadequados, como gastroenterologistas ou otorrinolaringologistas, mesmo quando menos de 2% dos casos têm relação com o estômago. Esse erro de encaminhamento costuma dificultar o diagnóstico e levar à desistência do tratamento.

Fatores que contribuem

Miriam citou fatores que favorecem a formação da saburra lingual: acúmulo de bactérias, células mortas e micropartículas de alimentos. Entre as condições que reduzem a “lavagem” natural da boca estão deficiência salivar, uso de medicamentos para ansiedade e depressão, consumo de álcool e tabaco, inclusive vape. Próteses ou lentes mal adaptadas e dentes sisos que facilitam o acúmulo de restos alimentares também podem agravar o hálito.

A alimentação e práticas como jejum ou dietas hiperproteicas também influenciam. O jejum pode levar à cetose e à queima de gordura, e dietas ricas em proteínas alteram o perfil bacteriano; ambos os fatores podem piorar o mau hálito, sobretudo quando há doença bucal associada.

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Avaliação do caso no “BBB26”

Ao analisar a situação de Juliano, Miriam assinalou que a recorrência das reclamações em diferentes horários e por dias seguidos sugere um quadro crônico de mau hálito, e não apenas um episódio pontual matinal. Ela explicou que o hálito ocasional pela manhã é comum, mas tende a desaparecer ao longo do dia com higiene bucal adequada.

Captura de tela 2026 03 13 083657

Cuidados e tratamento

A especialista afirmou que escovar apenas os dentes não resolve o problema. O protocolo de cuidados envolve uso de fio dental, limpeza da língua, avaliação e limpezas profissionais em consultório, além de orientação sobre produtos, dieta e estilo de vida. Enxaguantes bucais podem mascarar o odor momentaneamente e, em alguns casos, agravar a sensação de mau hálito, alterar o paladar ou manchar os dentes.

Miriam ressaltou que tratamentos caseiros sem acompanhamento profissional não são eficazes. O correto é investigar, diagnosticar e conduzir um plano individualizado com acompanhamento contínuo, levando em conta o histórico e hábitos de cada paciente.

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Sobre a exposição do tema no reality, a dentista recomendou abordar o assunto com respeito para reduzir o constrangimento e incentivar a busca por tratamento, sugerindo um contato cuidadoso e informativo entre as pessoas envolvidas.

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A participação de Juliano Floss no “BBB26”, programa transmitido pela Globo, tem gerado comentários dentro e fora da casa a respeito de um suposto mau hálito frequente. Colegas de confinamento têm reclamado do odor, e a repercussão levou especialistas a comentar o tema.

Em entrevista ao portal LeoDias, a dentista Miriam Alhanati, especialista em Reabilitação Oral e integrante da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), detalhou as possíveis causas, mitos e formas de tratamento do problema e analisou o quadro observado no reality show.

Origem do problema e mitos

Segundo Miriam, cerca de 90% dos casos de mau hálito têm origem na cavidade bucal. Entre as principais causas estão inflamações gengivais — como gengivite e sua evolução para periodontite com perda óssea —, alterações no padrão salivar, saburra lingual (camada esbranquiçada ou amarelada na língua) e os cáseos nas amígdalas.

A especialista alertou que muitas pessoas, por constrangimento, procuram profissionais inadequados, como gastroenterologistas ou otorrinolaringologistas, mesmo quando menos de 2% dos casos têm relação com o estômago. Esse erro de encaminhamento costuma dificultar o diagnóstico e levar à desistência do tratamento.

Fatores que contribuem

Miriam citou fatores que favorecem a formação da saburra lingual: acúmulo de bactérias, células mortas e micropartículas de alimentos. Entre as condições que reduzem a “lavagem” natural da boca estão deficiência salivar, uso de medicamentos para ansiedade e depressão, consumo de álcool e tabaco, inclusive vape. Próteses ou lentes mal adaptadas e dentes sisos que facilitam o acúmulo de restos alimentares também podem agravar o hálito.

A alimentação e práticas como jejum ou dietas hiperproteicas também influenciam. O jejum pode levar à cetose e à queima de gordura, e dietas ricas em proteínas alteram o perfil bacteriano; ambos os fatores podem piorar o mau hálito, sobretudo quando há doença bucal associada.

Avaliação do caso no “BBB26”

Ao analisar a situação de Juliano, Miriam assinalou que a recorrência das reclamações em diferentes horários e por dias seguidos sugere um quadro crônico de mau hálito, e não apenas um episódio pontual matinal. Ela explicou que o hálito ocasional pela manhã é comum, mas tende a desaparecer ao longo do dia com higiene bucal adequada.

Captura de tela 2026 03 13 083657

Cuidados e tratamento

A especialista afirmou que escovar apenas os dentes não resolve o problema. O protocolo de cuidados envolve uso de fio dental, limpeza da língua, avaliação e limpezas profissionais em consultório, além de orientação sobre produtos, dieta e estilo de vida. Enxaguantes bucais podem mascarar o odor momentaneamente e, em alguns casos, agravar a sensação de mau hálito, alterar o paladar ou manchar os dentes.

Miriam ressaltou que tratamentos caseiros sem acompanhamento profissional não são eficazes. O correto é investigar, diagnosticar e conduzir um plano individualizado com acompanhamento contínuo, levando em conta o histórico e hábitos de cada paciente.

Sobre a exposição do tema no reality, a dentista recomendou abordar o assunto com respeito para reduzir o constrangimento e incentivar a busca por tratamento, sugerindo um contato cuidadoso e informativo entre as pessoas envolvidas.

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