A Petrobras informou a desmobilização de 26 plataformas instaladas em águas rasas no litoral de Sergipe durante agenda da presidente da companhia, Magda Chambriard, no estado na sexta-feira, 29, em evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a executiva, as unidades integram um ciclo histórico de produção na região e já atingiram o fim da vida útil após mais de cinco décadas de operação. As estruturas serão submetidas a processos de descomissionamento com ações voltadas à recuperação ambiental das áreas marítimas.
Chambriard afirmou que a retirada das plataformas corresponde a uma etapa técnica da atividade petrolífera, e não a uma redução de investimentos por parte da estatal. A presidente explicou que os chamados “desinvestimentos” se tratam, na prática, de desmobilizações das estruturas que deixaram de produzir.
O projeto de desmobilização terá impacto econômico local, segundo a Petrobras: a execução dos serviços deve gerar empregos e renda em Sergipe ao longo do andamento dos trabalhos. O valor estimado para o processo é de R$ 2,5 bilhões.
Além do foco na atividade econômica, a companhia destacou que a operação será conduzida com atenção à restauração das condições ambientais nas áreas afetadas, por meio do descomissionamento adequado das plataformas.

Apesar do encerramento das atividades nas unidades de águas rasas, a presidente da Petrobras ressaltou que a empresa mantém investimentos no estado por meio de novos projetos em águas profundas. A expectativa informada é que a produção em Sergipe supere 200 mil barris de petróleo por dia e alcance 18 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
A iniciativa marca uma transição na presença operacional da Petrobras na costa sergipana, com retirada de plataformas antigas e continuidade de projetos de maior profundidade e escala de produção.
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