Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Brasil

Mãe viaja de Brasília para ver julgamento de PMs que mataram seu filho

Mãe de Celso Novais clama por justiça no julgamento de PMs acusados de homicídio.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h34
Mãe viaja de Brasília para ver julgamento de PMs que mataram seu filho

Aparecida Camila, 65 anos, acompanha o julgamento dos três PMs acusados de matar o motorista Celso Novais no caso Gritzbach. Ela cobra que o nome do filho não seja esquecido.

A morte de Vinicius Gritzbach, delator do PCC, em novembro de 2024, não foi a única tragédia daquele dia. O motorista de aplicativo Celso Novais também foi morto a tiros de fuzil, e a família busca justiça. O julgamento dos policiais militares Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva teve início nesta segunda-feira (22) no Tribunal do Júri no Fórum de Guarulhos.

Publicidade

A mãe de Celso, Aparecida Camila, de 65 anos, viajou de Brasília a São Paulo para acompanhar o julgamento e reivindica que o nome do filho seja lembrado. “Ele também precisa ser lembrado”, declarou Aparecida, ao lado da filha, enfatizando a importância de não deixar a memória de Celso ser apagada. Celso, que era irmão e filho, deixou três crianças órfãs.

Embora o caso tenha ganhado notoriedade por causa de Vinicius Gritzbach, a morte de Celso não deve ser minimizada. Ele não tinha qualquer relação com o processo de delação que envolveu a maior facção criminosa do país. O julgamento, que deve ouvir 21 testemunhas, sendo nove de acusação e várias de defesa, busca esclarecer as circunstâncias em que ocorreram as mortes.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O processo judicial se inicia com o sorteio dos jurados, onde 25 pessoas são selecionadas, das quais sete formarão o Conselho de Sentença. Este grupo é responsável por decidir a condenação ou absolvição dos réus, enquanto o juiz preside os trabalhos e elabora a sentença em caso de condenação.

Após a seleção dos jurados, as testemunhas serão ouvidas e os réus serão interrogados. Em seguida, a fase de debates se inicia, com a acusação apresentando sua argumentação. O tempo de fala para a acusação é de uma hora e meia para um réu ou duas horas e meia para mais de um. A defesa terá o mesmo tempo para se manifestar, e, se necessário, haverá réplica e tréplica.

Finalmente, o Conselho de Sentença se reunirá em sala secreta para deliberar sobre os quesitos, decidindo assim sobre a condenação ou absolvição dos réus. O juiz, ao final, fará a leitura da sentença, que marcará o desfecho desse caso tão significativo para as famílias envolvidas.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Aparecida Camila, 65 anos, acompanha o julgamento dos três PMs acusados de matar o motorista Celso Novais no caso Gritzbach. Ela cobra que o nome do filho não seja esquecido.

A morte de Vinicius Gritzbach, delator do PCC, em novembro de 2024, não foi a única tragédia daquele dia. O motorista de aplicativo Celso Novais também foi morto a tiros de fuzil, e a família busca justiça. O julgamento dos policiais militares Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva teve início nesta segunda-feira (22) no Tribunal do Júri no Fórum de Guarulhos.

A mãe de Celso, Aparecida Camila, de 65 anos, viajou de Brasília a São Paulo para acompanhar o julgamento e reivindica que o nome do filho seja lembrado. “Ele também precisa ser lembrado”, declarou Aparecida, ao lado da filha, enfatizando a importância de não deixar a memória de Celso ser apagada. Celso, que era irmão e filho, deixou três crianças órfãs.

Embora o caso tenha ganhado notoriedade por causa de Vinicius Gritzbach, a morte de Celso não deve ser minimizada. Ele não tinha qualquer relação com o processo de delação que envolveu a maior facção criminosa do país. O julgamento, que deve ouvir 21 testemunhas, sendo nove de acusação e várias de defesa, busca esclarecer as circunstâncias em que ocorreram as mortes.

O processo judicial se inicia com o sorteio dos jurados, onde 25 pessoas são selecionadas, das quais sete formarão o Conselho de Sentença. Este grupo é responsável por decidir a condenação ou absolvição dos réus, enquanto o juiz preside os trabalhos e elabora a sentença em caso de condenação.

Após a seleção dos jurados, as testemunhas serão ouvidas e os réus serão interrogados. Em seguida, a fase de debates se inicia, com a acusação apresentando sua argumentação. O tempo de fala para a acusação é de uma hora e meia para um réu ou duas horas e meia para mais de um. A defesa terá o mesmo tempo para se manifestar, e, se necessário, haverá réplica e tréplica.

Finalmente, o Conselho de Sentença se reunirá em sala secreta para deliberar sobre os quesitos, decidindo assim sobre a condenação ou absolvição dos réus. O juiz, ao final, fará a leitura da sentença, que marcará o desfecho desse caso tão significativo para as famílias envolvidas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA