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Brasil

Analista explica por que latino-americanos trocam governos de esquerda e direita

Analista aponta que descontentamento com governos leva eleitorado latino a mudanças.

23/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h31
Analista explica por que latino-americanos trocam governos de esquerda e direita

Insatisfação com resultados concretos move o eleitor latino-americano, não mudança ideológica. Especialista da Rane aponta padrão de alternância política em Chile, Argentina, Peru e Colômbia.

A vitória de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial da Colômbia reacendeu discussões sobre o comportamento do eleitorado na América Latina. Mário Braga, analista da Rane, destacou que esse fenômeno não representa uma mudança ideológica na população, mas é uma resposta ao descontentamento acumulado com governos que não conseguem entregar resultados concretos.

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Em entrevista, Braga ressaltou que países como Chile, Argentina, Peru e Colômbia têm apresentado um padrão de alternância política entre a esquerda e a direita, impulsionado pela insatisfação popular com os líderes atuais. Essa dinâmica reflete a realidade de uma região marcada por desafios econômicos e sociais.

“Estamos falando de países que ainda têm uma deficiência muito grande na prestação de serviços públicos e na capacidade de transformar a riqueza de exportação de commodities em melhoria de qualidade de vida”, afirmou o analista.

Braga também observou que esses países ocupam posições desfavoráveis em rankings que medem corrupção e distribuição de renda. Ele fez uma ressalva sobre o boom de commodities nos anos 2000, que beneficiou a região. No entanto, fora desses “superciclos”, a insatisfação popular se manifesta a cada um ou dois ciclos eleitorais, levando o eleitorado a punir os governantes em exercício.

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O especialista traçou um paralelo entre o atual contexto político e a chamada “pink tide”, um fenômeno de ascensão da esquerda que dominou a política latino-americana há cerca de oito anos. Para ele, aquele movimento também não foi resultado de uma virada ideológica, mas sim uma reação a governos de direita que falharam em entregar resultados, permitindo que a oposição de esquerda chegasse ao poder.

“Agora, o que vemos com essas sucessivas eleições de líderes de direita é o encerramento desse ciclo, esse descontentamento com a incapacidade de entregar resultados e os eleitores migrando para uma alternativa agora à direita”, concluiu Braga.

No Brasil, a análise também é pertinente, com pesquisas indicando um eleitorado dividido e pouco espaço para candidatos que não se posicionam nos extremos do espectro político. Esses fatores revelam um cenário complexo e desafiador para a política latino-americana.

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Insatisfação com resultados concretos move o eleitor latino-americano, não mudança ideológica. Especialista da Rane aponta padrão de alternância política em Chile, Argentina, Peru e Colômbia.

A vitória de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial da Colômbia reacendeu discussões sobre o comportamento do eleitorado na América Latina. Mário Braga, analista da Rane, destacou que esse fenômeno não representa uma mudança ideológica na população, mas é uma resposta ao descontentamento acumulado com governos que não conseguem entregar resultados concretos.

Em entrevista, Braga ressaltou que países como Chile, Argentina, Peru e Colômbia têm apresentado um padrão de alternância política entre a esquerda e a direita, impulsionado pela insatisfação popular com os líderes atuais. Essa dinâmica reflete a realidade de uma região marcada por desafios econômicos e sociais.

“Estamos falando de países que ainda têm uma deficiência muito grande na prestação de serviços públicos e na capacidade de transformar a riqueza de exportação de commodities em melhoria de qualidade de vida”, afirmou o analista.

Braga também observou que esses países ocupam posições desfavoráveis em rankings que medem corrupção e distribuição de renda. Ele fez uma ressalva sobre o boom de commodities nos anos 2000, que beneficiou a região. No entanto, fora desses “superciclos”, a insatisfação popular se manifesta a cada um ou dois ciclos eleitorais, levando o eleitorado a punir os governantes em exercício.

O especialista traçou um paralelo entre o atual contexto político e a chamada “pink tide”, um fenômeno de ascensão da esquerda que dominou a política latino-americana há cerca de oito anos. Para ele, aquele movimento também não foi resultado de uma virada ideológica, mas sim uma reação a governos de direita que falharam em entregar resultados, permitindo que a oposição de esquerda chegasse ao poder.

“Agora, o que vemos com essas sucessivas eleições de líderes de direita é o encerramento desse ciclo, esse descontentamento com a incapacidade de entregar resultados e os eleitores migrando para uma alternativa agora à direita”, concluiu Braga.

No Brasil, a análise também é pertinente, com pesquisas indicando um eleitorado dividido e pouco espaço para candidatos que não se posicionam nos extremos do espectro político. Esses fatores revelam um cenário complexo e desafiador para a política latino-americana.

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