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CIO da Nau Capital aponta Brasil como prioridade baixa para investidores estrangeiros

CIO da Nau Capital aponta que Brasil não é prioridade para investidores estrangeiros.

04/07/2026 · 17h48
CIO da Nau Capital aponta Brasil como prioridade baixa para investidores estrangeiros

O Ibovespa deve registrar um desempenho inferior ao de outros mercados emergentes ao longo do ano, conforme avaliação de Mauricio Valadares, CIO da Nau Capital. Ele destacou que uma combinação de fatores internos e externos está por trás do cenário desfavorável para o mercado acionário brasileiro.

Segundo Valadares, dois elementos são considerados principais limitadores para uma valorização significativa do índice.

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“O patamar de taxa de juros no país é restritivo, com altas taxas nominais e altas taxas reais, o que por si só já impede uma valorização significativa do Ibovespa”, afirmou.

Além disso, a composição do índice, que possui um peso relevante em petróleo e minério de ferro, também contribui para uma visão menos otimista sobre o mercado.

Valadares ainda comentou que a mudança na percepção do investidor global em relação ao Brasil está diretamente relacionada ao avanço do setor de tecnologia, impulsionado pela euforia com a inteligência artificial. Mercados como Taiwan, Japão e Coreia passaram a atrair a atenção de investidores por abrigarem empresas com revisões significativas de lucros.

“O investidor global olha essas revisões e, obviamente, tenta não ficar de fora desse possível movimento”, disse.

Com a falta de um setor de tecnologia de destaque no Brasil, o país começou a ser visto com menor prioridade pelo capital estrangeiro. No início do recente conflito geopolítico, o Brasil foi favorecido pela alta do petróleo, devido ao seu perfil exportador líquido. No entanto, com a normalização dos preços da commodity, essa vantagem competitiva foi perdida.

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“O Brasil deixou de ter essa vantagem competitiva que tinha no auge da guerra”, pontuou Valadares.

Ao analisar os obstáculos para uma consolidação mais robusta do mercado de capitais brasileiro, Valadares ressaltou que os juros elevados são um fator limitador, mas não o único. Ele apontou que questões institucionais também impactam negativamente.

“Escândalos como o recente caso do Banco Master, por exemplo, vão tirando um pouco do ímpeto de grandes players institucionais globais entrarem com mais força no nosso mercado”, afirmou.

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Na visão dele, o país precisa avançar em estabilidade jurídica e segurança para atrair investidores estrangeiros de maneira mais consistente. Quanto ao impacto das eleições nos ativos financeiros, Valadares destacou que o mercado já precifica a continuidade do governo atual, com baixa expectativa de reformas estruturais relevantes nos próximos quatro anos.

“A probabilidade de o governo atual endereçar o fiscal de forma mais sustentável e definitiva ao longo dos próximos quatro anos é baixa”, disse.

Ele também observou que, mesmo em um cenário de alternância de poder, não haveria perspectiva de mudanças transformacionais, o que explica por que o tema eleitoral permanece em segundo plano para o mercado. Valadares não descartou, porém, que o assunto possa ganhar relevância à medida que a data da eleição se aproxima.

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O Ibovespa deve registrar um desempenho inferior ao de outros mercados emergentes ao longo do ano, conforme avaliação de Mauricio Valadares, CIO da Nau Capital. Ele destacou que uma combinação de fatores internos e externos está por trás do cenário desfavorável para o mercado acionário brasileiro.

Segundo Valadares, dois elementos são considerados principais limitadores para uma valorização significativa do índice.

“O patamar de taxa de juros no país é restritivo, com altas taxas nominais e altas taxas reais, o que por si só já impede uma valorização significativa do Ibovespa”, afirmou.

Além disso, a composição do índice, que possui um peso relevante em petróleo e minério de ferro, também contribui para uma visão menos otimista sobre o mercado.

Valadares ainda comentou que a mudança na percepção do investidor global em relação ao Brasil está diretamente relacionada ao avanço do setor de tecnologia, impulsionado pela euforia com a inteligência artificial. Mercados como Taiwan, Japão e Coreia passaram a atrair a atenção de investidores por abrigarem empresas com revisões significativas de lucros.

“O investidor global olha essas revisões e, obviamente, tenta não ficar de fora desse possível movimento”, disse.

Com a falta de um setor de tecnologia de destaque no Brasil, o país começou a ser visto com menor prioridade pelo capital estrangeiro. No início do recente conflito geopolítico, o Brasil foi favorecido pela alta do petróleo, devido ao seu perfil exportador líquido. No entanto, com a normalização dos preços da commodity, essa vantagem competitiva foi perdida.

“O Brasil deixou de ter essa vantagem competitiva que tinha no auge da guerra”, pontuou Valadares.

Ao analisar os obstáculos para uma consolidação mais robusta do mercado de capitais brasileiro, Valadares ressaltou que os juros elevados são um fator limitador, mas não o único. Ele apontou que questões institucionais também impactam negativamente.

“Escândalos como o recente caso do Banco Master, por exemplo, vão tirando um pouco do ímpeto de grandes players institucionais globais entrarem com mais força no nosso mercado”, afirmou.

Na visão dele, o país precisa avançar em estabilidade jurídica e segurança para atrair investidores estrangeiros de maneira mais consistente. Quanto ao impacto das eleições nos ativos financeiros, Valadares destacou que o mercado já precifica a continuidade do governo atual, com baixa expectativa de reformas estruturais relevantes nos próximos quatro anos.

“A probabilidade de o governo atual endereçar o fiscal de forma mais sustentável e definitiva ao longo dos próximos quatro anos é baixa”, disse.

Ele também observou que, mesmo em um cenário de alternância de poder, não haveria perspectiva de mudanças transformacionais, o que explica por que o tema eleitoral permanece em segundo plano para o mercado. Valadares não descartou, porém, que o assunto possa ganhar relevância à medida que a data da eleição se aproxima.

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