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CGEE lança livro com alternativas para exploração de terras raras no Brasil

CGEE lança livro que propõe alternativas para exploração de terras raras no Brasil.

04/07/2026 · 17h47
CGEE lança livro com alternativas para exploração de terras raras no Brasil

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), lançou nesta semana o livro Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040. A publicação, elaborada por dez engenheiros, pesquisadores e professores universitários, apresenta cenários nacionais e internacionais, além de estudar as cadeias industriais para a produção de elementos químicos metálicos conhecidos como “terras raras”. Esses elementos são valorizados por sua alta condutividade térmica e elétrica.

O livro mapeia reservas minerais disponíveis no Brasil, incluindo as da Amazônia, e analisa mercados, projetando a exploração desse recurso por meio de cooperação e capital multilateral, envolvendo tanto o Brasil quanto outros países.

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A apresentação do livro ocorreu durante o VII Seminário Brasileiro de Terras Raras (SBTR), realizado no Rio de Janeiro na última quarta-feira (1º). O evento foi organizado pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) com o apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Ministério de Minas e Energia.

Os 17 elementos químicos que compõem as terras raras são essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, como carros elétricos, equipamentos de defesa, smartphones e turbinas eólicas. Estes produtos possuem alta demanda mundial, e o Brasil, atualmente, importa muitos deles.

“O livro é um documento sobre estratégias para transformar o que a gente tem de terras raras no nosso solo em uma competitividade global”, afirmou Anderson Gomes, diretor-presidente do CGEE. Ele acrescentou que se desenham “caminhos muito bem delineados para que o Brasil em 2040 esteja no lugar que deveria estar se tivesse cuidado de terras raras há 20 anos”.

Gomes ressaltou que o Brasil precisa decidir se quer ser apenas fornecedor de commodities, como ocorre com o minério de ferro e o petróleo, ou se pretende desenvolver uma indústria que produza componentes e equipamentos a partir das terras raras, aumentando assim a rentabilidade das exportações.

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Com um quarto das reservas de terras raras do planeta, o Brasil possui condições favoráveis para determinar o rumo de sua cadeia produtiva. “Existe sim uma dependência de fora, mas também lá fora tem uma dependência nossa”, ponderou Gomes.

“Nós temos as terras raras. Não precisamos de ninguém para dizer o que é que nós vamos fazer”, enfatizou o diretor-presidente do CGEE, que defende a adoção de políticas industriais específicas e o investimento na formação técnica para o setor.

A Universidade Federal de Pernambuco está desenvolvendo um curso de pós-graduação em rede com outras instituições para capacitar mão-de-obra e aumentar o número de pesquisadores na área.

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A expectativa do CGEE é que o livro sobre terras raras contribua para os debates no Senado Federal sobre o Projeto de Lei 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. O projeto, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados, aguarda despacho da Mesa Diretora para ser apreciado em comissão no Senado.

Os minerais críticos e estratégicos, como as terras raras, são considerados prioritários na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024-2034. O documento orientador, elaborado com participação da sociedade, propõe o desenvolvimento de tecnologias para exploração, beneficiamento e reciclagem desses minerais, visando reduzir vulnerabilidades e promover a sustentabilidade mineral no país.

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O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), lançou nesta semana o livro Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040. A publicação, elaborada por dez engenheiros, pesquisadores e professores universitários, apresenta cenários nacionais e internacionais, além de estudar as cadeias industriais para a produção de elementos químicos metálicos conhecidos como “terras raras”. Esses elementos são valorizados por sua alta condutividade térmica e elétrica.

O livro mapeia reservas minerais disponíveis no Brasil, incluindo as da Amazônia, e analisa mercados, projetando a exploração desse recurso por meio de cooperação e capital multilateral, envolvendo tanto o Brasil quanto outros países.

A apresentação do livro ocorreu durante o VII Seminário Brasileiro de Terras Raras (SBTR), realizado no Rio de Janeiro na última quarta-feira (1º). O evento foi organizado pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) com o apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Ministério de Minas e Energia.

Os 17 elementos químicos que compõem as terras raras são essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, como carros elétricos, equipamentos de defesa, smartphones e turbinas eólicas. Estes produtos possuem alta demanda mundial, e o Brasil, atualmente, importa muitos deles.

“O livro é um documento sobre estratégias para transformar o que a gente tem de terras raras no nosso solo em uma competitividade global”, afirmou Anderson Gomes, diretor-presidente do CGEE. Ele acrescentou que se desenham “caminhos muito bem delineados para que o Brasil em 2040 esteja no lugar que deveria estar se tivesse cuidado de terras raras há 20 anos”.

Gomes ressaltou que o Brasil precisa decidir se quer ser apenas fornecedor de commodities, como ocorre com o minério de ferro e o petróleo, ou se pretende desenvolver uma indústria que produza componentes e equipamentos a partir das terras raras, aumentando assim a rentabilidade das exportações.

Com um quarto das reservas de terras raras do planeta, o Brasil possui condições favoráveis para determinar o rumo de sua cadeia produtiva. “Existe sim uma dependência de fora, mas também lá fora tem uma dependência nossa”, ponderou Gomes.

“Nós temos as terras raras. Não precisamos de ninguém para dizer o que é que nós vamos fazer”, enfatizou o diretor-presidente do CGEE, que defende a adoção de políticas industriais específicas e o investimento na formação técnica para o setor.

A Universidade Federal de Pernambuco está desenvolvendo um curso de pós-graduação em rede com outras instituições para capacitar mão-de-obra e aumentar o número de pesquisadores na área.

A expectativa do CGEE é que o livro sobre terras raras contribua para os debates no Senado Federal sobre o Projeto de Lei 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. O projeto, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados, aguarda despacho da Mesa Diretora para ser apreciado em comissão no Senado.

Os minerais críticos e estratégicos, como as terras raras, são considerados prioritários na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024-2034. O documento orientador, elaborado com participação da sociedade, propõe o desenvolvimento de tecnologias para exploração, beneficiamento e reciclagem desses minerais, visando reduzir vulnerabilidades e promover a sustentabilidade mineral no país.

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