As negociações para um acordo definitivo entre o Irã e os Estados Unidos não terão início enquanto as ameaças persistirem. Essa é a posição do chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que se manifestou nesta terça-feira (7) após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre possíveis ações militares.
Em uma publicação nas redes sociais, Araghchi fez referência ao cortejo fúnebre e às homenagens ao falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que morreu em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no dia 28 de fevereiro. O chanceler destacou que as tratativas para um acordo de paz ainda não começaram e pediu que os EUA honrem os compromissos assumidos.
“As negociações sobre um acordo definitivo não começarão se as ameaças continuarem. Honrem sua assinatura”, afirmou Araghchi.
O chanceler também se referiu a um acordo provisório assinado no mês anterior, que estabelece que ambas as partes devem se abster de ameaças ou ações de força.
Na segunda-feira (6), Trump reiterou que os Estados Unidos estão dispostos a chegar a um acordo com o Irã ou, caso contrário, “terminarão o serviço”, o que renovou a ameaça de uma ação militar. O presidente comentou ainda que a situação atual do Irã é crítica e que eles não têm recursos financeiros.
“Podemos derrubar as pontes deles em uma hora, podemos acabar com o fornecimento de energia deles… Eles não têm dinheiro agora. Nós não demos dinheiro nenhum a eles”, afirmou Trump durante entrevista no Salão Oval da Casa Branca.
As negociações indiretas entre os EUA e o Irã terminaram na semana passada sem avanços significativos em direção a uma paz duradoura, mesmo com um cessar-fogo de 60 dias que foi implementado na tentativa de facilitar a diplomacia.
O cenário atual demonstra a complexidade das relações entre os dois países e a necessidade de um diálogo construtivo para evitar uma escalada de conflitos.
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