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Déficit fiscal impacta percepção de investidores sobre títulos públicos

Déficit fiscal e aumento da dívida pública impactam percepção de investidores sobre títulos.

11/07/2026 · 12h27
Déficit fiscal impacta percepção de investidores sobre títulos públicos
Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real

O aumento do déficit das contas públicas e o crescimento da dívida brasileira voltaram a ser discutidos após a divulgação do Banco Central (BC) sobre o registro de um déficit de R$ 56,1 bilhões em maio. Este resultado, que abrange a União, estados, municípios e empresas estatais, representa uma elevação de cerca de 66% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado atingiu R$ 149 bilhões, equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB). Ao mesmo tempo, a Dívida Bruta do Governo Geral subiu para 81,1% do PIB, alcançando o maior nível dos últimos cinco anos.

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Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, explica que o déficit fiscal ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada, levando-o a recorrer ao endividamento.

A consequência de um déficit maior é uma dívida cada vez maior. É como na nossa casa: se nós gastamos mais do que ganhamos, precisamos recorrer a dívidas.

A deterioração das contas públicas também é agravada pelo desempenho das empresas estatais, que acumulam R$ 7 bilhões em prejuízo de janeiro a maio, igualando o total registrado no ano anterior. Isso demonstra que as perdas estão em ascensão.

O aumento da dívida não preocupa apenas pelo volume. Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, alerta que déficits recorrentes podem pressionar a inflação.

Quando nós, pessoas físicas, nos endividamos, não podemos emitir dinheiro. Já o governo pode emitir papel-moeda, o que aumenta a base monetária e gera inflação. No fim, o prejuízo para a sociedade vem dos dois lados: de um, o aumento da dívida pública; de outro, a inflação provocada por esses gastos.

Os especialistas ainda fazem comparações entre a dívida brasileira e a de países desenvolvidos. Apesar de nações como Japão e Estados Unidos terem uma relação dívida/PIB superior à do Brasil, o custo de financiamento é significativamente menor.

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O que faz diferença é o custo para financiá-la. Enquanto o Japão paga juros em torno de 0,5% e os Estados Unidos cerca de 3%, o juro médio da dívida brasileira já se aproxima de 13%, o que representa um custo de cerca de R$ 150 bilhões.

Thiago Godoy, educador financeiro, ressalta que os EUA possuem fatores estruturais que aumentam a confiança dos investidores.

Além de terem a moeda mais forte, os Estados Unidos também concentram grande parte do capital internacional.

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Essa diferença ajuda a explicar a recente diminuição da demanda por títulos públicos brasileiros.

O último leilão de títulos IPCA+ ‘espirrou’, não teve demanda e isso preocupa o Tesouro Nacional. Os investidores começam a questionar a capacidade de pagamento do governo.

A Resenha do Dinheiro, apoiada pela B3 e pela gestora de investimentos BlackRock, é apresentada por Thiago Godoy, Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch, e aborda temas relacionados à educação financeira e investimentos de forma leve e direta. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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O aumento do déficit das contas públicas e o crescimento da dívida brasileira voltaram a ser discutidos após a divulgação do Banco Central (BC) sobre o registro de um déficit de R$ 56,1 bilhões em maio. Este resultado, que abrange a União, estados, municípios e empresas estatais, representa uma elevação de cerca de 66% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado atingiu R$ 149 bilhões, equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB). Ao mesmo tempo, a Dívida Bruta do Governo Geral subiu para 81,1% do PIB, alcançando o maior nível dos últimos cinco anos.

Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, explica que o déficit fiscal ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada, levando-o a recorrer ao endividamento.

A consequência de um déficit maior é uma dívida cada vez maior. É como na nossa casa: se nós gastamos mais do que ganhamos, precisamos recorrer a dívidas.

A deterioração das contas públicas também é agravada pelo desempenho das empresas estatais, que acumulam R$ 7 bilhões em prejuízo de janeiro a maio, igualando o total registrado no ano anterior. Isso demonstra que as perdas estão em ascensão.

O aumento da dívida não preocupa apenas pelo volume. Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, alerta que déficits recorrentes podem pressionar a inflação.

Quando nós, pessoas físicas, nos endividamos, não podemos emitir dinheiro. Já o governo pode emitir papel-moeda, o que aumenta a base monetária e gera inflação. No fim, o prejuízo para a sociedade vem dos dois lados: de um, o aumento da dívida pública; de outro, a inflação provocada por esses gastos.

Os especialistas ainda fazem comparações entre a dívida brasileira e a de países desenvolvidos. Apesar de nações como Japão e Estados Unidos terem uma relação dívida/PIB superior à do Brasil, o custo de financiamento é significativamente menor.

O que faz diferença é o custo para financiá-la. Enquanto o Japão paga juros em torno de 0,5% e os Estados Unidos cerca de 3%, o juro médio da dívida brasileira já se aproxima de 13%, o que representa um custo de cerca de R$ 150 bilhões.

Thiago Godoy, educador financeiro, ressalta que os EUA possuem fatores estruturais que aumentam a confiança dos investidores.

Além de terem a moeda mais forte, os Estados Unidos também concentram grande parte do capital internacional.

Essa diferença ajuda a explicar a recente diminuição da demanda por títulos públicos brasileiros.

O último leilão de títulos IPCA+ ‘espirrou’, não teve demanda e isso preocupa o Tesouro Nacional. Os investidores começam a questionar a capacidade de pagamento do governo.

A Resenha do Dinheiro, apoiada pela B3 e pela gestora de investimentos BlackRock, é apresentada por Thiago Godoy, Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch, e aborda temas relacionados à educação financeira e investimentos de forma leve e direta. O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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