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Brasil realiza primeiro abastecimento de navio com etanol no Porto de Santos

Brasil realiza primeiro abastecimento de navio com etanol no Porto de Santos.

14/07/2026 · 20h58
Brasil realiza primeiro abastecimento de navio com etanol no Porto de Santos

A Copersucar realizou, nesta segunda-feira (13), no Porto de Santos, o primeiro abastecimento do Brasil de um navio porta-contêineres com etanol. A operação, que contou com a parceria da CMA CGM e da Bunker One, é considerada um marco para a transição energética do setor marítimo e destaca o potencial do biocombustível produzido no país como uma alternativa de baixa intensidade de carbono para a navegação internacional.

Segundo Tomás Manzano, CEO da Copersucar, essa iniciativa representa o início de uma nova agenda de negócios focada na descarbonização.

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“Temos escala, competitividade, baixa intensidade de carbono e longa experiência certificada e reconhecida mundialmente na produção de etanol”,

afirmou ele. Manzano ressaltou que a iniciativa abre novas oportunidades globais, destacando que

“se 10% do transporte marítimo usar etanol, se criará uma demanda de 50 bilhões de litros de etanol. O Brasil produz hoje 37 bilhões”

.

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Atualmente, o mercado global de combustíveis marítimos está estimado entre 270 e 300 bilhões de litros. O abastecimento realizado no Porto de Santos demonstra a viabilidade do etanol como combustível para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, especialmente em um dos segmentos mais desafiadores da agenda de descarbonização global, que é o transporte marítimo. Este setor é responsável por cerca de 3% das emissões mundiais de gás carbônico e está sob pressão para adotar combustíveis renováveis, conforme as metas ambientais estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO).

A iniciativa também fortalece a estratégia do Brasil de expandir o mercado de etanol além do setor automotivo. Como o segundo maior produtor mundial do biocombustível, o país busca posicionar o etanol como uma solução para a descarbonização de diferentes modais de transporte, incluindo a aviação, por meio do SAF (Combustível Sustentável de Aviação), e agora também no transporte marítimo.

A Secretária do Ministério de Portos e Aeroportos, Luiza de Amorim, destacou que a capacidade de oferecer combustíveis sustentáveis será um diferencial para o Brasil em um mercado que pretende zerar as emissões de gás carbônico até 2050. A operação da Copersucar ocorre em um momento em que armadores e fabricantes de motores estão aumentando os investimentos em tecnologias que utilizam combustíveis renováveis como etanol, metanol e amônia, visando reduzir a pegada de carbono na navegação.

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De acordo com Flavio Ribeiro, CEO da Bunker One, essa operação é um marco na transição energética da indústria marítima, que atualmente conta com 70 navios na frota global aptos a serem abastecidos com etanol. Além dos benefícios ambientais, especialistas acreditam que o uso de etanol no setor marítimo pode abrir novas demandas para a cadeia sucroenergética brasileira, agregando valor à produção nacional e consolidando o papel do Brasil como um fornecedor global de combustíveis de baixo carbono.

A expectativa do setor é que experiências como essa acelerem o desenvolvimento da infraestrutura necessária para o abastecimento de embarcações e estimulem novas rotas comerciais utilizando combustíveis renováveis produzidos no Brasil. Até 2031, a CMA CGM planeja operar 200 navios porta-contêineres que serão capazes de utilizar energias de baixo carbono. O navio abastecido no Porto de Santos tem como destino final o Sri Lanka, e sua viagem de cerca de 15 mil quilômetros permitirá a avaliação das eficiências do biocombustível e do motor tricombustível, no uso do etanol.

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A Copersucar realizou, nesta segunda-feira (13), no Porto de Santos, o primeiro abastecimento do Brasil de um navio porta-contêineres com etanol. A operação, que contou com a parceria da CMA CGM e da Bunker One, é considerada um marco para a transição energética do setor marítimo e destaca o potencial do biocombustível produzido no país como uma alternativa de baixa intensidade de carbono para a navegação internacional.

Segundo Tomás Manzano, CEO da Copersucar, essa iniciativa representa o início de uma nova agenda de negócios focada na descarbonização.

“Temos escala, competitividade, baixa intensidade de carbono e longa experiência certificada e reconhecida mundialmente na produção de etanol”,

afirmou ele. Manzano ressaltou que a iniciativa abre novas oportunidades globais, destacando que

“se 10% do transporte marítimo usar etanol, se criará uma demanda de 50 bilhões de litros de etanol. O Brasil produz hoje 37 bilhões”

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Atualmente, o mercado global de combustíveis marítimos está estimado entre 270 e 300 bilhões de litros. O abastecimento realizado no Porto de Santos demonstra a viabilidade do etanol como combustível para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, especialmente em um dos segmentos mais desafiadores da agenda de descarbonização global, que é o transporte marítimo. Este setor é responsável por cerca de 3% das emissões mundiais de gás carbônico e está sob pressão para adotar combustíveis renováveis, conforme as metas ambientais estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO).

A iniciativa também fortalece a estratégia do Brasil de expandir o mercado de etanol além do setor automotivo. Como o segundo maior produtor mundial do biocombustível, o país busca posicionar o etanol como uma solução para a descarbonização de diferentes modais de transporte, incluindo a aviação, por meio do SAF (Combustível Sustentável de Aviação), e agora também no transporte marítimo.

A Secretária do Ministério de Portos e Aeroportos, Luiza de Amorim, destacou que a capacidade de oferecer combustíveis sustentáveis será um diferencial para o Brasil em um mercado que pretende zerar as emissões de gás carbônico até 2050. A operação da Copersucar ocorre em um momento em que armadores e fabricantes de motores estão aumentando os investimentos em tecnologias que utilizam combustíveis renováveis como etanol, metanol e amônia, visando reduzir a pegada de carbono na navegação.

De acordo com Flavio Ribeiro, CEO da Bunker One, essa operação é um marco na transição energética da indústria marítima, que atualmente conta com 70 navios na frota global aptos a serem abastecidos com etanol. Além dos benefícios ambientais, especialistas acreditam que o uso de etanol no setor marítimo pode abrir novas demandas para a cadeia sucroenergética brasileira, agregando valor à produção nacional e consolidando o papel do Brasil como um fornecedor global de combustíveis de baixo carbono.

A expectativa do setor é que experiências como essa acelerem o desenvolvimento da infraestrutura necessária para o abastecimento de embarcações e estimulem novas rotas comerciais utilizando combustíveis renováveis produzidos no Brasil. Até 2031, a CMA CGM planeja operar 200 navios porta-contêineres que serão capazes de utilizar energias de baixo carbono. O navio abastecido no Porto de Santos tem como destino final o Sri Lanka, e sua viagem de cerca de 15 mil quilômetros permitirá a avaliação das eficiências do biocombustível e do motor tricombustível, no uso do etanol.

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