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Esportes

Torcedores do Barcelona vão torcer contra a Espanha na final da Copa do Mundo

Torcedores do Barcelona vão torcer contra a Espanha na final da Copa do Mundo 2026.

18/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h45
Torcedores do Barcelona vão torcer contra a Espanha na final da Copa do Mundo

A Espanha enfrenta a Argentina neste domingo (19), às 16h (de Brasília), na final da Copa do Mundo 2026. A equipe, que conta com uma geração talentosa e tem o jovem Lamine Yamal como uma das principais referências, busca conquistar seu segundo título mundial. No entanto, uma parte dos torcedores do Barcelona decidiu “boicotar” a seleção espanhola e torcer pela sua derrota na decisão do torneio.

A página “Barça i Ciutadania”, administrada por torcedores do clube catalão, afirmou que não apoiará a seleção espanhola na Copa do Mundo, mesmo com a presença de vários atletas do Barcelona na equipe. O motivo do “boicote” está relacionado ao movimento pró-independência da Catalunha em relação à Espanha.

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“A cada quatro anos, o mesmo dilema paira sobre o imaginário coletivo da massa social culé-independentista. É coerente querer que a Espanha ganhe a Copa do Mundo? É possível fazer vista grossa e apoiar a seleção espanhola sob o pretexto de que há muitos jogadores do Barça? É congruente desejar a vitória da seleção do Estado que oprime sistematicamente a nação catalã? Futebol e política podem ser dissociados?”

Os torcedores destacam a importância do futebol além das quatro linhas, afirmando que “o futebol não é apenas um esporte”. Para eles, o futebol é um fenômeno com imenso valor político e o entendimento do jogo como uma ferramenta de pertencimento é explorado pelo governo espanhol, o que justifica seu posicionamento contra o título da seleção espanhola.

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Além disso, os torcedores culés argumentam que a vitória da Espanha na Copa do Mundo poderia reforçar um “nacionalismo banal”. Eles questionam como sentimentos como entusiasmo e esperança podem estar associados à identidade espanhola, que não têm raízes culturais verdadeiras. Para eles, a seleção espanhola deve parar de “sequestrar” jogadores que poderiam ajudar a promover a identidade catalã.

Na ausência de seleções catalãs competindo em torneios internacionais, o Barcelona é visto como um símbolo do catalanismo, capaz de mobilizar as juventudes e promover um sentimento de pertencimento entre os torcedores. Jogadores históricos do clube, como Johan Cruyff e Oleguer Presas, já se manifestaram publicamente em apoio à independência da Catalunha, reforçando a conexão entre o futebol e a luta política.

Com a final se aproximando, o dilema dos torcedores do Barcelona reflete a complexidade da relação entre identidade, política e futebol na Catalunha, e como esses elementos se entrelaçam nas grandes competições esportivas.

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A Espanha enfrenta a Argentina neste domingo (19), às 16h (de Brasília), na final da Copa do Mundo 2026. A equipe, que conta com uma geração talentosa e tem o jovem Lamine Yamal como uma das principais referências, busca conquistar seu segundo título mundial. No entanto, uma parte dos torcedores do Barcelona decidiu “boicotar” a seleção espanhola e torcer pela sua derrota na decisão do torneio.

A página “Barça i Ciutadania”, administrada por torcedores do clube catalão, afirmou que não apoiará a seleção espanhola na Copa do Mundo, mesmo com a presença de vários atletas do Barcelona na equipe. O motivo do “boicote” está relacionado ao movimento pró-independência da Catalunha em relação à Espanha.

“A cada quatro anos, o mesmo dilema paira sobre o imaginário coletivo da massa social culé-independentista. É coerente querer que a Espanha ganhe a Copa do Mundo? É possível fazer vista grossa e apoiar a seleção espanhola sob o pretexto de que há muitos jogadores do Barça? É congruente desejar a vitória da seleção do Estado que oprime sistematicamente a nação catalã? Futebol e política podem ser dissociados?”

Os torcedores destacam a importância do futebol além das quatro linhas, afirmando que “o futebol não é apenas um esporte”. Para eles, o futebol é um fenômeno com imenso valor político e o entendimento do jogo como uma ferramenta de pertencimento é explorado pelo governo espanhol, o que justifica seu posicionamento contra o título da seleção espanhola.

Além disso, os torcedores culés argumentam que a vitória da Espanha na Copa do Mundo poderia reforçar um “nacionalismo banal”. Eles questionam como sentimentos como entusiasmo e esperança podem estar associados à identidade espanhola, que não têm raízes culturais verdadeiras. Para eles, a seleção espanhola deve parar de “sequestrar” jogadores que poderiam ajudar a promover a identidade catalã.

Na ausência de seleções catalãs competindo em torneios internacionais, o Barcelona é visto como um símbolo do catalanismo, capaz de mobilizar as juventudes e promover um sentimento de pertencimento entre os torcedores. Jogadores históricos do clube, como Johan Cruyff e Oleguer Presas, já se manifestaram publicamente em apoio à independência da Catalunha, reforçando a conexão entre o futebol e a luta política.

Com a final se aproximando, o dilema dos torcedores do Barcelona reflete a complexidade da relação entre identidade, política e futebol na Catalunha, e como esses elementos se entrelaçam nas grandes competições esportivas.

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