O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, terá sua candidatura à presidência da República oficializada na convenção nacional do partido Novo, marcada para esta segunda-feira, 27, em Brasília. Zema, que já atuou por dois mandatos consecutivos no governo de Minas, se prepara para sua primeira tentativa de assumir o Palácio do Planalto.
Natural de Araxá (MG), Zema, de 61 anos, é graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e é bisneto do fundador do Grupo Zema, um conglomerado que atua em diversos setores, como varejo, combustíveis e serviços financeiros. Ele geriu as empresas do grupo familiar por muitos anos antes de ingressar na política.
Desde sua filiação ao Novo em 2018, Zema chamou a atenção ao ser eleito governador de Minas Gerais, superando adversários tradicionais e estabelecidos. Durante sua administração, impulsionou uma gestão focada em ajustar as contas públicas, cortar gastos e promover privatizações.
Reeleito em 2022, ele tem se posicionado como uma alternativa ao panorama político atual, que muitas vezes se apresenta polarizado entre PT e PL. Zema, que anteriormente apoiou Jair Bolsonaro nas eleições, tem buscado distanciar-se do senador Flávio Bolsonaro, especialmente após polêmicas ligadas a questões financeiras.
“Esse episódio se tratou de um tapa na cara do brasileiro”, afirmou Zema, referindo-se a investigações recentes envolvendo Flávio Bolsonaro.
Além disso, o ex-governador tem realizado críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), propondo mudanças significativas na estrutura da corte, incluindo novas regras para a indicação de ministros e a responsabilização de integrantes do tribunal.
No campo econômico, Zema defende uma agenda liberal com foco na redução do tamanho do Estado e na implementação de reformas estruturais. Ele já expressou intenção de privatizar a Petrobras, argumentando que isso diminuiria a influência política sobre a companhia e beneficiaria a população.
A escolha do candidato a vice-presidente na chapa do Novo permanece indefinida. Recentemente, Zema mencionou a possibilidade de convidar o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, para compor sua chapa, destacando seu trabalho no combate à corrupção.
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