Em Lima, Keiko Fujimori iniciou seu mandato nesta terça (28); o chanceler Mauro Vieira representou o Brasil. O evento coincide com o dia da independência, após semanas de apuração e disputa apertada com Roberto Sánchez.
Keiko Fujimori tomou posse como presidente do Peru nesta terça-feira (28), em uma cerimônia marcada por um ambiente político delicado no país. A posse ocorreu na capital Lima e contou com a presença do chanceler Mauro Vieira, que representou o Brasil no evento. Este dia também é significativo, pois coincide com o aniversário da independência peruana.
A apuração das eleições, que ocorreu após um segundo turno, se estendeu por semanas e resultou em uma disputa acirrada entre Keiko e o deputado de esquerda Roberto Sánchez, que ficou em segundo lugar. A confirmação da vitória de Fujimori aconteceu em 3 de julho, quando o JNE (Júri Nacional Eleitoral) oficializou os resultados.
De acordo com o JNE, Keiko Fujimori recebeu 9.223.396 votos, correspondendo a 50,135% dos votos válidos, enquanto Sánchez obteve 9.173.755 votos, ou 49,865%. Essa margem apertada é considerada uma das mais estreitas na história recente do Peru.
Keiko Fujimori tem 51 anos e é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que faleceu em 2024. Nascida em Lima em 25 de maio de 1975, ela é a mais velha de quatro filhos. Em um vídeo divulgado em seu canal no YouTube, Keiko revelou que, na juventude, seu interesse era pela carreira empresarial, o que a levou a estudar Administração de Empresas e a realizar um mestrado nos Estados Unidos. Ela explicou: “Nunca esteve nos meus planos ser política. Mas, uma vez que decidi, tinha que fazer direito”.
Em seu plano de governo, Keiko Fujimori apresenta propostas para diversas áreas. No setor de segurança, ela sugere a criação de centros de comando e vigilância interligados em todo o país, que utilizem mapas de criminalidade em tempo real e inteligência artificial para análises preditivas. Para o combate à corrupção, a presidente eleita planeja fortalecer os processos de controle orçamentário e ampliar os poderes da Controladoria-Geral da República. Na área econômica, Fujimori pretende simplificar os processos enfrentados por pequenas e médias empresas, visando a redução de custos considerados desnecessários.
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