Instituições financeiras investem em algoritmos e monitoramento em tempo real para detectar compras atípicas e transferências fora do padrão. A tecnologia monitora milhares de sinais e reduz fraudes contra clientes.
A digitalização dos serviços bancários tornou as transferências, pagamentos e investimentos mais ágeis, ao mesmo tempo em que elevou a complexidade das tentativas de fraude. Para enfrentar esse desafio, as instituições financeiras têm investido continuamente em tecnologia visando proteger seus clientes e o sistema financeiro.
Atualmente, algoritmos analisam em tempo real milhares de informações para identificar comportamentos atípicos que possam indicar fraudes. Uma compra realizada em outro país, uma transferência que foge dos padrões habituais ou uma mudança repentina no perfil de movimentação do cliente podem acionar alertas automáticos. Isso pode levar à verificação da operação ou até mesmo ao bloqueio preventivo da transação.
O monitoramento é uma responsabilidade compartilhada entre as instituições financeiras e órgãos que garantem a estabilidade do sistema, como o Banco Central. As instituições financeiras utilizam ferramentas de inteligência artificial, aprendizado de máquina e análise estatística para monitorar continuamente milhões de operações. Esses sistemas consideram diversos fatores, como:
- Valor da transação
- Horário da movimentação
- Localização geográfica
- Dispositivo utilizado para acessar a conta
- Histórico de comportamento do cliente
- Frequência das operações
- Destino dos recursos
Quando uma movimentação foge do padrão, ela pode ser automaticamente sinalizada para análise. Por exemplo, uma transferência realizada em poucos segundos após uma tentativa de acesso por um aparelho desconhecido pode gerar uma verificação adicional de identidade antes da conclusão da operação. Esse monitoramento contínuo é fundamental para reduzir riscos sem comprometer a agilidade das transações legítimas.
A identificação automática representa apenas a primeira etapa do processo.
Após o alerta, equipes especializadas em prevenção a fraudes analisam informações complementares para verificar se há indícios de atividade irregular. Dependendo da situação, podem ser adotadas medidas como:
- Solicitação de confirmação da operação ao cliente
- Bloqueio temporário da transação
- Restrição preventiva da conta
- Análise do histórico financeiro
- Comunicação às autoridades competentes quando previsto na regulamentação
Além da análise humana, muitas instituições utilizam sistemas automatizados que cruzam milhares de dados em poucos segundos, reduzindo o tempo entre a detecção da anomalia e a adoção das medidas de segurança.
A atuação das instituições financeiras é crucial, pois muitas fraudes começam antes mesmo da movimentação bancária, através do roubo de credenciais, engenharia social ou comprometimento de dispositivos eletrônicos.
O Banco Central também desempenha um papel importante na supervisão e na estabilidade do Sistema Financeiro Nacional. A instituição realiza acompanhamento contínuo das instituições autorizadas a operar no país, utilizando informações detalhadas sobre operações financeiras, posições patrimoniais, liquidez e exposição a riscos.
Esse monitoramento é realizado em níveis macroprudencial, que avalia a solidez do sistema financeiro como um todo, e microprudencial, que foca em instituições específicas, analisando aspectos como risco de crédito, liquidez, mercado, solvência, rentabilidade e conformidade regulatória.
Além disso, são realizados testes de estresse para avaliar a reação das instituições financeiras em cenários extremos, como crises econômicas. Essas análises permitem identificar vulnerabilidades antes que se tornem riscos.
Os clientes também contam com proteção, resultado da combinação entre tecnologia, regulação e boas práticas das instituições. Entre as camadas de segurança estão: autenticação em múltiplos fatores, biometria, criptografia das transações e notificações instantâneas de movimentações.
Caso uma instituição enfrente intervenções, produtos financeiros ainda podem contar com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que não previne fraudes, mas protege depósitos e investimentos elegíveis. Além disso, as instituições continuam a ampliar seus investimentos em inteligência artificial e segurança digital, como é o caso do Inter, que utiliza tecnologias para reforçar a proteção das operações realizadas em seus canais digitais.
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