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Economia

Governança falha: empresas desperdiçam milhões em infraestrutura TI

O desperdício na infraestrutura empresarial se torna um desafio crescente, revelando a importância da governança.

02/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h47
Governança falha: empresas desperdiçam milhões em infraestrutura TI

O desperdício corporativo migrou para servidores e nuvens mal geridas, drenando orçamento e eficiência. Recursos provisionados sem controle e falta de governança elevam custos e riscos operacionais.

O desperdício corporativo é frequentemente associado a salas vazias, andares subutilizados e estoques excessivos. Contudo, a nova face desse desperdício reside na infraestrutura tecnológica mal governada. Este fenômeno tornou-se mais complexo, refletindo a dependência crescente das empresas em relação à tecnologia.

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Atualmente, o desperdício mais difícil de identificar ocorre em servidores, ambientes em nuvem e recursos provisionados sem o devido controle. A transformação digital alterou profundamente as operações empresariais, que passaram a depender fortemente da computação em nuvem para diversas funções, como armazenamento, processamento e segurança.

Entretanto, a velocidade da adoção tecnológica superou a maturidade na gestão dessa infraestrutura. Muitas empresas migraram para a nuvem sob a crença de que a elasticidade proporcionaria eficiência automática, mas acabaram percebendo que suas necessidades de infraestrutura não eram tão elásticas quanto imaginavam. Essa flexibilidade sem controle resulta em desperdício em larga escala.

O relatório FinOps in Focus 2025, da Harness, projeta que as empresas devem desperdiçar US$ 44,5 bilhões em infraestrutura de nuvem ao longo deste ano devido a falhas de governança. Isso evidencia uma baixa maturidade na adoção de arquiteturas Cloud Native, uma vez que muitas organizações investem nessa tecnologia sem estarem preparadas operacionalmente.

Além disso, 52% dos líderes de engenharia indicam que a desconexão entre áreas técnicas e financeiras gera desperdício direto em ambientes de nuvem. Menos da metade das organizações possui visibilidade em tempo real sobre recursos ociosos e workloads superdimensionados.

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Ambientes criados para testes muitas vezes permanecem ativos indefinidamente, enquanto máquinas virtuais e bancos de dados continuam consumindo recursos mesmo após o término de projetos. Esses pequenos desperdícios se acumulam, criando um impacto estrutural significativo, especialmente em grandes organizações.

Uma análise da VendorBenchmark, que abrange mais de 700 ambientes corporativos, revela que as empresas desperdiçam entre 28% e 34% de seus investimentos em nuvem devido a recursos ociosos e provisionamento excessivo. Para ilustrar, uma companhia que investe US$ 10 milhões anualmente em infraestrutura pode perder até US$ 3,4 milhões sem perceber onde está o problema.

O levantamento destaca a importância da governança na geração de valor pela infraestrutura. O conceito contemporâneo de eficiência operacional evoluiu, e o desperdício agora é distribuído digitalmente, exigindo mecanismos estruturados de governança para ser identificado.

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A crescente discussão sobre FinOps reflete essa mudança de mentalidade. O foco no tema foi além da simples redução de custos e passou a incluir governança operacional e responsabilidade financeira compartilhada. O relatório State of FinOps 2025, da FinOps Foundation, revela que a implementação de políticas de governança se tornou uma prioridade, superando a necessidade de cortes de custos.

Por fim, é necessário reconhecer que a infraestrutura digital não pode ser tratada apenas como uma responsabilidade técnica. Cada decisão de provisionamento tem um impacto financeiro direto, e a falta de monitoramento pode afetar a eficiência e a previsibilidade das operações.

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O desperdício corporativo migrou para servidores e nuvens mal geridas, drenando orçamento e eficiência. Recursos provisionados sem controle e falta de governança elevam custos e riscos operacionais.

O desperdício corporativo é frequentemente associado a salas vazias, andares subutilizados e estoques excessivos. Contudo, a nova face desse desperdício reside na infraestrutura tecnológica mal governada. Este fenômeno tornou-se mais complexo, refletindo a dependência crescente das empresas em relação à tecnologia.

Atualmente, o desperdício mais difícil de identificar ocorre em servidores, ambientes em nuvem e recursos provisionados sem o devido controle. A transformação digital alterou profundamente as operações empresariais, que passaram a depender fortemente da computação em nuvem para diversas funções, como armazenamento, processamento e segurança.

Entretanto, a velocidade da adoção tecnológica superou a maturidade na gestão dessa infraestrutura. Muitas empresas migraram para a nuvem sob a crença de que a elasticidade proporcionaria eficiência automática, mas acabaram percebendo que suas necessidades de infraestrutura não eram tão elásticas quanto imaginavam. Essa flexibilidade sem controle resulta em desperdício em larga escala.

O relatório FinOps in Focus 2025, da Harness, projeta que as empresas devem desperdiçar US$ 44,5 bilhões em infraestrutura de nuvem ao longo deste ano devido a falhas de governança. Isso evidencia uma baixa maturidade na adoção de arquiteturas Cloud Native, uma vez que muitas organizações investem nessa tecnologia sem estarem preparadas operacionalmente.

Além disso, 52% dos líderes de engenharia indicam que a desconexão entre áreas técnicas e financeiras gera desperdício direto em ambientes de nuvem. Menos da metade das organizações possui visibilidade em tempo real sobre recursos ociosos e workloads superdimensionados.

Ambientes criados para testes muitas vezes permanecem ativos indefinidamente, enquanto máquinas virtuais e bancos de dados continuam consumindo recursos mesmo após o término de projetos. Esses pequenos desperdícios se acumulam, criando um impacto estrutural significativo, especialmente em grandes organizações.

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O levantamento destaca a importância da governança na geração de valor pela infraestrutura. O conceito contemporâneo de eficiência operacional evoluiu, e o desperdício agora é distribuído digitalmente, exigindo mecanismos estruturados de governança para ser identificado.

A crescente discussão sobre FinOps reflete essa mudança de mentalidade. O foco no tema foi além da simples redução de custos e passou a incluir governança operacional e responsabilidade financeira compartilhada. O relatório State of FinOps 2025, da FinOps Foundation, revela que a implementação de políticas de governança se tornou uma prioridade, superando a necessidade de cortes de custos.

Por fim, é necessário reconhecer que a infraestrutura digital não pode ser tratada apenas como uma responsabilidade técnica. Cada decisão de provisionamento tem um impacto financeiro direto, e a falta de monitoramento pode afetar a eficiência e a previsibilidade das operações.

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