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Sergipe

Feijão recua nos supermercados de Sergipe e alivia bolso do consumidor

Feijão apresenta queda de preços nos supermercados, mas alta acumulada ainda preocupa.

08/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h37
Feijão recua nos supermercados de Sergipe e alivia bolso do consumidor

Após ser um dos principais responsáveis pela alta de preços dos alimentos no primeiro semestre, o feijão começa a mostrar sinais de alívio para os consumidores em Sergipe. Em julho, os preços da leguminosa recuaram nas prateleiras, embora essa redução ainda não acompanhe a queda observada nas regiões produtoras.

Esse movimento ocorre pouco mais de um mês após o feijão liderar a inflação do varejo alimentar no Brasil. Um levantamento revelou que, em junho, o produto teve uma alta média de 8% em relação a maio, com o preço por quilo subindo de R$ 8,05 para R$ 8,70. Essa valorização foi impulsionada principalmente pela quebra da segunda safra devido a problemas climáticos e pela diminuição da área plantada.

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Um relatório do Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas (Ibrafe) aponta uma mudança de cenário. Durante julho, o preço do feijão-carioca caiu rapidamente nas principais regiões produtoras, como Minas Gerais e Goiás, onde a saca, que antes era negociada acima de R$ 300, agora pode ser encontrada próxima de R$ 280, com registros de valores ainda menores nos últimos dias.

No entanto, a queda de preços ainda não chegou ao consumidor na mesma velocidade. Em São Paulo, o preço médio do feijão-carioca de um quilo caiu de R$ 10,09 em junho para R$ 9,50 em julho, representando uma redução de 5,85%. O feijão-preto também teve uma leve queda de 1,56%, passando de R$ 10,25 para R$ 10,09.

Em Recife, a diminuição foi ainda mais expressiva, com o feijão-carioca passando de R$ 8,89 para R$ 8,19 por quilo, uma queda de 7,87%, enquanto o feijão-preto recuou 3,67%. Na Grande Belo Horizonte, o feijão-carioca foi um dos produtos que mais baratearam no mês, com uma redução média de 3,21%.

“Entre a lavoura e o supermercado existem estoques adquiridos anteriormente, beneficiamento, embalagem, transporte, impostos, distribuição e margens. Portanto, é natural que exista alguma defasagem”, disse o presidente do Ibrafe.

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Apesar da desaceleração nos preços, o Ibrafe ressalta a importância de acompanhar mais de perto a velocidade de repasse da redução ao consumidor. A entidade acredita que, se o preço da saca continuar próximo dos atuais patamares ou cair para cerca de R$ 250 ao longo de agosto, haverá espaço para uma redução mais significativa nos supermercados, o que poderá estimular o consumo da leguminosa.

O Ibrafe também destaca que a queda dos preços na produção só será benéfica para toda a cadeia se parte relevante dessa redução chegar efetivamente ao consumidor final.

Mesmo com a recente melhora, o feijão ainda acumula uma alta significativa no ano. Entre dezembro de 2025 e junho de 2026, o produto teve uma valorização de 36,7% no varejo brasileiro, ficando atrás apenas dos legumes, que registraram uma alta de 50,2% no mesmo período.

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De acordo com o gerente executivo de Dados da Neogrid, a forte oscilação dos preços reflete a sensibilidade dessas categorias às condições climáticas, reforçando a necessidade de uma gestão mais eficiente dos estoques e da reposição pelos supermercados. O comportamento dos preços do feijão será um dos principais indicadores da inflação dos alimentos no segundo semestre.

Embora o feijão comece a perder força como vetor de inflação, outros produtos ainda pressionam o orçamento das famílias. Em junho, os legumes apresentaram uma alta média de 4,2%, enquanto alguns itens, como o café em pó e em grãos, já começaram a aliviar o orçamento, com quedas de 3,2% e 2,8%, respectivamente.

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Após ser um dos principais responsáveis pela alta de preços dos alimentos no primeiro semestre, o feijão começa a mostrar sinais de alívio para os consumidores em Sergipe. Em julho, os preços da leguminosa recuaram nas prateleiras, embora essa redução ainda não acompanhe a queda observada nas regiões produtoras.

Esse movimento ocorre pouco mais de um mês após o feijão liderar a inflação do varejo alimentar no Brasil. Um levantamento revelou que, em junho, o produto teve uma alta média de 8% em relação a maio, com o preço por quilo subindo de R$ 8,05 para R$ 8,70. Essa valorização foi impulsionada principalmente pela quebra da segunda safra devido a problemas climáticos e pela diminuição da área plantada.

Um relatório do Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas (Ibrafe) aponta uma mudança de cenário. Durante julho, o preço do feijão-carioca caiu rapidamente nas principais regiões produtoras, como Minas Gerais e Goiás, onde a saca, que antes era negociada acima de R$ 300, agora pode ser encontrada próxima de R$ 280, com registros de valores ainda menores nos últimos dias.

No entanto, a queda de preços ainda não chegou ao consumidor na mesma velocidade. Em São Paulo, o preço médio do feijão-carioca de um quilo caiu de R$ 10,09 em junho para R$ 9,50 em julho, representando uma redução de 5,85%. O feijão-preto também teve uma leve queda de 1,56%, passando de R$ 10,25 para R$ 10,09.

Em Recife, a diminuição foi ainda mais expressiva, com o feijão-carioca passando de R$ 8,89 para R$ 8,19 por quilo, uma queda de 7,87%, enquanto o feijão-preto recuou 3,67%. Na Grande Belo Horizonte, o feijão-carioca foi um dos produtos que mais baratearam no mês, com uma redução média de 3,21%.

“Entre a lavoura e o supermercado existem estoques adquiridos anteriormente, beneficiamento, embalagem, transporte, impostos, distribuição e margens. Portanto, é natural que exista alguma defasagem”, disse o presidente do Ibrafe.

Apesar da desaceleração nos preços, o Ibrafe ressalta a importância de acompanhar mais de perto a velocidade de repasse da redução ao consumidor. A entidade acredita que, se o preço da saca continuar próximo dos atuais patamares ou cair para cerca de R$ 250 ao longo de agosto, haverá espaço para uma redução mais significativa nos supermercados, o que poderá estimular o consumo da leguminosa.

O Ibrafe também destaca que a queda dos preços na produção só será benéfica para toda a cadeia se parte relevante dessa redução chegar efetivamente ao consumidor final.

Mesmo com a recente melhora, o feijão ainda acumula uma alta significativa no ano. Entre dezembro de 2025 e junho de 2026, o produto teve uma valorização de 36,7% no varejo brasileiro, ficando atrás apenas dos legumes, que registraram uma alta de 50,2% no mesmo período.

De acordo com o gerente executivo de Dados da Neogrid, a forte oscilação dos preços reflete a sensibilidade dessas categorias às condições climáticas, reforçando a necessidade de uma gestão mais eficiente dos estoques e da reposição pelos supermercados. O comportamento dos preços do feijão será um dos principais indicadores da inflação dos alimentos no segundo semestre.

Embora o feijão comece a perder força como vetor de inflação, outros produtos ainda pressionam o orçamento das famílias. Em junho, os legumes apresentaram uma alta média de 4,2%, enquanto alguns itens, como o café em pó e em grãos, já começaram a aliviar o orçamento, com quedas de 3,2% e 2,8%, respectivamente.

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