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Internacional

EUA discutem permitir que Ucrânia fabrique mísseis Patriot

EUA avançam nas negociações para que a Ucrânia produza mísseis Patriot, essenciais para defesa.

08/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h36
EUA discutem permitir que Ucrânia fabrique mísseis Patriot

Fontes dizem que acordos podem autorizar produção de componentes do PAC-3 na Ucrânia, com montagem final em país europeu. Negociações seguem, mesmo após reservas públicas do presidente Trump.

Os Estados Unidos estão em processo de negociações para permitir que a Ucrânia produza mísseis interceptadores Patriot, considerados essenciais por Kiev para se defender dos ataques russos. As informações foram obtidas por meio de fontes que estão acompanhando as discussões, mesmo após o presidente Donald Trump expressar dúvidas sobre o acordo.

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As conversas em andamento incluem a possibilidade de a Ucrânia fabricar alguns componentes dos mísseis, que seriam enviados para montagem final em outro país europeu. Kiev busca adquirir mais unidades do PAC-3, a versão mais moderna do míssil Patriot, que é uma das poucas armas capazes de interceptar os mísseis balísticos lançados pela Rússia contra a Ucrânia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou que o país ficou sem interceptadores Patriot e que, em um dia recente, apenas um dos 27 mísseis balísticos disparados por Moscou foi abatido. Durante um encontro com Zelensky em Ancara, na Turquia, no mês passado, Trump havia afirmado que os Estados Unidos iriam conceder à Ucrânia uma licença para fabricar os mísseis PAC-3, o que representaria um reforço significativo para a defesa ucraniana.

No entanto, na semana passada, o presidente Trump pareceu recuar de sua posição inicial após uma reunião considerada difícil com Zelensky na Casa Branca. Ele declarou a jornalistas que os Estados Unidos não haviam concordado em permitir que a Ucrânia produzisse mísseis Patriot e que o país precisava ser cauteloso ao permitir que terceiros fabricassem esses armamentos.

As solicitações de Zelensky para produzir interceptadores em território ucraniano foram, em grande parte, deixadas de lado por Washington, devido a preocupações de segurança levantadas por executivos da indústria de defesa e autoridades militares dos EUA. O embaixador dos Estados Unidos na Otan, Matthew Whitaker, atualmente lidera os esforços para chegar a um acordo. Ele esteve em Kiev no mês passado para discutir o tema e avaliar alternativas com autoridades ucranianas.

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Uma das fontes afirmou que “nenhuma ordem foi dada para interromper as discussões”, ressaltando que as negociações continuam envolvendo fabricantes de armas dos EUA e autoridades militares. Entre as opções analisadas estão a fabricação de componentes dos mísseis Patriot na Ucrânia, com envio à Alemanha para montagem final, e a inclusão da Ucrânia em um programa já existente de produção de interceptadores Patriot entre os Estados Unidos e a Europa.

Um porta-voz de Whitaker mencionou que a visita a Kiev teve como objetivo explorar colaborações em inovações para o campo de batalha, sem mencionar especificamente a iniciativa relacionada aos mísseis Patriot. Um alto funcionário do governo Trump informou que os Estados Unidos estão “explorando diversos caminhos potenciais para uma futura cooperação industrial na área de defesa com a Ucrânia”.

Uma mudança de tom por parte de Trump, que inicialmente parecia apoiar o acordo sobre os mísseis Patriot, surpreendeu Zelensky. Em uma ligação posterior com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, Zelensky reforçou a importância de manter a capacidade de defesa de seu país, e Vance o tranquilizou ao afirmar que os acordos firmados entre os presidentes seriam respeitados.

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Entre as alternativas mais viáveis está a fabricação de componentes dos mísseis na Ucrânia e a montagem final na Alemanha. A Lockheed Martin também está envolvida nas negociações e trabalha para enviar uma equipe à Ucrânia em breve. Mesmo que a Ucrânia consiga um acordo para a produção dos interceptadores Patriot, a entrega dos novos mísseis pode levar um ano ou mais, o que faz com que o país continue buscando alternativas imediatas para suas necessidades de defesa.

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Fontes dizem que acordos podem autorizar produção de componentes do PAC-3 na Ucrânia, com montagem final em país europeu. Negociações seguem, mesmo após reservas públicas do presidente Trump.

Os Estados Unidos estão em processo de negociações para permitir que a Ucrânia produza mísseis interceptadores Patriot, considerados essenciais por Kiev para se defender dos ataques russos. As informações foram obtidas por meio de fontes que estão acompanhando as discussões, mesmo após o presidente Donald Trump expressar dúvidas sobre o acordo.

As conversas em andamento incluem a possibilidade de a Ucrânia fabricar alguns componentes dos mísseis, que seriam enviados para montagem final em outro país europeu. Kiev busca adquirir mais unidades do PAC-3, a versão mais moderna do míssil Patriot, que é uma das poucas armas capazes de interceptar os mísseis balísticos lançados pela Rússia contra a Ucrânia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou que o país ficou sem interceptadores Patriot e que, em um dia recente, apenas um dos 27 mísseis balísticos disparados por Moscou foi abatido. Durante um encontro com Zelensky em Ancara, na Turquia, no mês passado, Trump havia afirmado que os Estados Unidos iriam conceder à Ucrânia uma licença para fabricar os mísseis PAC-3, o que representaria um reforço significativo para a defesa ucraniana.

No entanto, na semana passada, o presidente Trump pareceu recuar de sua posição inicial após uma reunião considerada difícil com Zelensky na Casa Branca. Ele declarou a jornalistas que os Estados Unidos não haviam concordado em permitir que a Ucrânia produzisse mísseis Patriot e que o país precisava ser cauteloso ao permitir que terceiros fabricassem esses armamentos.

As solicitações de Zelensky para produzir interceptadores em território ucraniano foram, em grande parte, deixadas de lado por Washington, devido a preocupações de segurança levantadas por executivos da indústria de defesa e autoridades militares dos EUA. O embaixador dos Estados Unidos na Otan, Matthew Whitaker, atualmente lidera os esforços para chegar a um acordo. Ele esteve em Kiev no mês passado para discutir o tema e avaliar alternativas com autoridades ucranianas.

Uma das fontes afirmou que “nenhuma ordem foi dada para interromper as discussões”, ressaltando que as negociações continuam envolvendo fabricantes de armas dos EUA e autoridades militares. Entre as opções analisadas estão a fabricação de componentes dos mísseis Patriot na Ucrânia, com envio à Alemanha para montagem final, e a inclusão da Ucrânia em um programa já existente de produção de interceptadores Patriot entre os Estados Unidos e a Europa.

Um porta-voz de Whitaker mencionou que a visita a Kiev teve como objetivo explorar colaborações em inovações para o campo de batalha, sem mencionar especificamente a iniciativa relacionada aos mísseis Patriot. Um alto funcionário do governo Trump informou que os Estados Unidos estão “explorando diversos caminhos potenciais para uma futura cooperação industrial na área de defesa com a Ucrânia”.

Uma mudança de tom por parte de Trump, que inicialmente parecia apoiar o acordo sobre os mísseis Patriot, surpreendeu Zelensky. Em uma ligação posterior com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, Zelensky reforçou a importância de manter a capacidade de defesa de seu país, e Vance o tranquilizou ao afirmar que os acordos firmados entre os presidentes seriam respeitados.

Entre as alternativas mais viáveis está a fabricação de componentes dos mísseis na Ucrânia e a montagem final na Alemanha. A Lockheed Martin também está envolvida nas negociações e trabalha para enviar uma equipe à Ucrânia em breve. Mesmo que a Ucrânia consiga um acordo para a produção dos interceptadores Patriot, a entrega dos novos mísseis pode levar um ano ou mais, o que faz com que o país continue buscando alternativas imediatas para suas necessidades de defesa.

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