Os brasileiros terão de esperar até 12 de agosto de 2045 para acompanhar um eclipse solar total em território nacional, segundo o Observatório Nacional. O último fenômeno desse tipo, em 12 de agosto de 2026, foi visível em partes da Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal, mas não alcançou o Brasil.
Embora eclipses solares ocorram, em média, uma ou duas vezes por ano, a observação deles no Brasil depende da passagem da sombra da Lua. O Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), informou que o próximo eclipse que poderá ser observado no país será em 6 de fevereiro de 2027. Esse fenômeno, porém, será anular, ou seja, a Lua não cobrirá completamente o Sol.
Durante o eclipse anular, a Lua está a uma distância maior da Terra, o que faz com que seu tamanho aparente no céu seja menor. Como resultado, forma-se um anel luminoso ao redor do satélite. A maior parte do território brasileiro verá o fenômeno de 2027 como parcial, exceto o extremo noroeste, que ficará fora da área de visibilidade.
“Quando a Lua fica entre o Sol e a Terra, ela projeta a sombra da Lua sobre a Terra, que cobre apenas uma pequena parte do planeta. Ela tem uma parte mais escura, a umbra, que resulta em um eclipse total; ou mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada”, explicou uma astrônoma do Observatório Nacional.
Por que a totalidade é tão rara
Para ver um eclipse solar total é preciso estar dentro da estreita faixa atingida pela umbra da Lua. Fora dessa área, ocorre um eclipse parcial, em que somente uma parte do Sol é bloqueada. O fenômeno de 2045 cruzará estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil, e poderá ser observado de forma parcial nas demais áreas do país.
A diferença de quase duas décadas entre os dois eventos não significa que eclipses solares totais deixarão de ocorrer nesse intervalo. Eles continuarão a acontecer em outras partes do mundo, mas a faixa de totalidade não passará pelo Brasil no período. A explicação está na geometria dos movimentos da Terra e da Lua: embora o satélite complete uma volta ao redor do planeta aproximadamente a cada mês, sua órbita é inclinada em relação ao plano em que a Terra orbita o Sol, o que impede que todos os alinhamentos da Lua Nova resultem em eclipses.
Além do eclipse total de 2045, o país ainda terá outros fenômenos observáveis, como o anular de 2027 e eclipses parciais. A possibilidade de acompanhar cada um deles dependerá da localização e das condições de observação em cada região do Brasil.
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