O pedido de Marabraz recuperação judicial foi protocolado nesta segunda-feira (15) na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A rede de móveis e eletrodomésticos acumula dívidas de cerca de R$ 140 milhões.
Pedido protocolado em São Paulo
A solicitação foi apresentada pelo escritório Campana Pacca, que alegou urgência da situação e informou o valor do passivo. A petição aponta que, além da elevação persistente dos juros, a crise da companhia é agravada por disputas societárias e familiares.
Perda de garantias travou o crédito
Historicamente, a família à frente da rede captava recursos no mercado financeiro para expandir as operações, usando ativos, sobretudo imóveis, como garantia. Com os conflitos internos, a gestão perdeu o controle sobre as sociedades que detêm esse patrimônio. O resultado foi a perda das garantias, o que dificultou a renovação de linhas de crédito e a contratação de novas operações.
De 135 lojas à retração do consumo
A Marabraz já chegou a operar 135 lojas na Região Metropolitana de São Paulo, na Baixada Santista, no Vale do Paraíba e no interior do estado. A retração do consumo, o aumento da inadimplência e a digitalização do comércio pressionaram o varejo do setor e atingiram a rede.
O que muda com a proteção legal
A recuperação judicial abre caminho para que a empresa reestruture as operações e busque uma saída para a crise. Com a proteção legal, a rede pode renegociar as dívidas e tentar recuperar fôlego financeiro para retomar as atividades de forma sustentável.
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